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Projeções melhoram, porém volatilidade dá o tom das expectativas futuras, segundo CNseg

Sonho Seguro - 27 de Julho de 2020
A mediana das projeções do mercado para a variação do PIB brasileiro em 2020 voltou a subir, de -5,95% para -5,77%, no Relatório Focus, do Banco Central, divulgado hoje com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2021, o ponto-médio das expectativas ficou em 3,5%, com economistas ajustando as apostas na recuperação de parte das perdas deste ano no próximo.

“A defasagem no ajuste das projeções das expectativas do PIB e a busca por rentabilidade por parte do mercado financeiro podem gerar, nas próximas semanas, a continuidade na melhora das projeções”, acredita Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2020 caiu de 1,72% para 1,67%. Para 2021, se manteve em 3%. Já mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2020 manteve-se em 2%, na estimativa que inclui todo o mercado, e reduzida de 2% para 1,88% entre os Top 5. Para 2021, a projeção para a Selic permaneceu em 3%. O dólar segue seu ciclo em alta. A mediana das estimativas para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,20. Para 2021, o ponto-médio das projeções também permaneceu em R$ 5,00.

Segundo Simões, o IPCA vindo abaixo do que se esperava reforça a percepção que a Selic vai ter um novo corte na próxima reunião do Copom nos dias 2 e 3 de agosto. “A principal aposta é em um novo corte de 0,25% na taxa básica de juros. Certamente teremos muitos debates sobre este tema pois é importante calibrar até que ponto a redução é importante para a sustentabilidade do serviço da dívida, sua relação com os juros de longo prazo e, finalmente, até qual taxa o mercado financeiro está disposto a aceitar para financiar o governo”, citou o economista da CNseg.

Apesar de as projeções sinalizarem melhora, Simões ressalta que há uma certa defasagem entre a atualização dessas projeções e uma deterioração marginal que já é sinalizada nos indicadores dos Estados Unidos, com uma segunda onda de contágio do Covid-19. “As projeções melhoraram na semana passada, o que implicaria em mais otimismo, mas não é exatamente assim. Tem uma defasagem na divulgacão e na revisão dos cenários, o que nos faz ficarmos atentos aos acontecimentos do dia-a-dia no Brasil e no mundo para ter uma visão mais apurada”, alerta