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Insurance Meeting: revolução tecnológica moderniza mercado segurador

Sonho Seguro - 07 de Novembro de 2019
“Há pouco tempo achávamos que uma nova revolução tecnológica no nosso mercado era apenas um conceito. Entretanto, a prática recorrente de inovação de instrumentos como a digitalização, a inteligência artificial e ferramentas poderosas de análise de dados, já é uma realidade e, cada vez mais, sabemos que os empresários que souberem se apropriar, ou pelo menos adaptar-se, a essa revolução tecnológica, terão melhores condiçôes competitivas. Ou de sobrevivência.”

Assim Marcio Coriolano, presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg) deu inicio a dois importantes eventos do setor:  o 13º Insurance Service Meeting e o 4º Encontro de Inteligência de Mercado. Os debates acontecem nos dias  6 e 7 de novembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo e vão reunir um time multidisciplinar de especialistas para discutir “A Jornada da Transformação no Setor de Seguros”.

Coriolano pontuou alguns dos desafios do setor, pontuando os atuais, que determinarão o futuro do setor. “Temos feito bem a lição de casa. Afinal, não é por outra razão que estamos nos reunindo aqui pela 13ª vez”, ressalta o presidente.

Como experiente gestor de seguros, fez algumas consideraçōes e provocaçōes sobre o tema. Segundo ele, em qualquer movimento inovador, disruptivo ou progressivo, há o “caldo verdadeiro e a espuma”. Como representante setorial, ele se sente responsável por chamar a atenção das associadas da CNseg para as propostas e soluçōes que se encaixem nas necessidades de cada uma delas.

“Estamos vivendo hoje oportunidades e ameaças de propostas em, pelo menos, três direções”, enfatizou. A primeira direção, citou, são incrementos tecnológicos que chama de “eliminação de cotovelos”, com objetivo de encurtar processos. “Cabe escolher os melhores”, avisou.

A segunda oportunidade ou ameaça, são as inovações que agregam novos negócios, e que precisam de escala, de volumes, e de competências específicas do negócio. são aquelas que necessitam de capital e sinergias que apenas uma parceria com incumbentes – as estabelecidas – podem levar a efeito.

A terceira, citou, são as que podem mesmo ameaçar o “status quo” do negócio. Aquelas que estão implicando, ou poderão implicar, em um negócio que amplie a base de penetração dos seguros. um produto ou serviço que poupe capital, e, ao mesmo tempo, tenha viabilidade em escala ampliada.

Todas essas três vertentes merecem atenção atualmente, segundo ele. “Mas, intuo que não é nada fácil para as seguradoras e investidores navegarem no mercado “insurtech” e terem avaliação precisa sobre qual das três direções oferecem maiores perspectivas e factibilidade”, afirmou.

De um lado e do outro – das seguradoras e dos fornecedores de soluçōes – os melhores resultados serão vencedores. De acordo com Coriolano, é preciso muito preparo para a escolha. Talvez, em algum momento seja necessário um cardápio de critérios que ajude a identificar em qual vertente as insurtechs que disputam o mercado se situa.”Afinal, estamos saindo, mundialmente, da fase da prova de conceito da nova revolução tecnológica dos seguros, para a fase da prova de viabilidade”, finalizou.

Camilo Ciuffatelli, presidente da Comissão de Processos e Tecnologia da Informação da CNseg, afirmou que os desafios são muitos. “Frequentei dezenas e tenho certeza que serão centenas de eventos sobre inovação diante da grande demanda que temos e teremos daqui para frente. E saio de todos ele com propostas que me ajudam a tomar decisões importantes no meu dia a dia como executivo de seguradora”, citou ele, que é gerente de tecnologia da seguradora japonesa Tokio Marine. “Agradeço imensamente a toda a equipe da comissão da CNseg, que durante 4 meses conciliou o trabalho nas companhias para as quais trabalham, com a organização de evento”.

Leandro Fonseca, presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), destacou a importância de participar de eventos que discutem melhorias para os mercados. “Sabemos que o sentido de inovação é muito diferente para o setor privado e público. No público se faz o que é possível, enquanto no privado de vai muito além, uma vez que o debate com prestadores de serviços junto com seguradoras é um movimento que agrega a todos”, afirmou.

Concordando com Coriolano sobre a incerteza sobre o futuro, Fonseca destacou um ponto bom deste cenário que permeia diversos segmentos no mundo. “Todos acabam buscando soluções que necessitam de colaboração, parcerias e estratégias conjuntas. E esse é o principal ganho que eventos como esse trazem para todos nós”.