Antonio Penteado Mendonça
Antonio Penteado Mendonça

Academia Paulista de Letras, advogado, sócio de Penteado Mendonça Advocacia, professor da FIA-FEA/USP e do PEC da Fundação Getúlio Vargas.

O CONGRESSO DOS CORRETORES

De acordo com os participantes, o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que aconteceu em local com instalações de primeira ordem, em Campinas, interior de São Paulo entre os dias 3 e 5 de março, foi um sucesso. 11 de Março de 2022

 De acordo com os participantes, o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que aconteceu em local com instalações de primeira ordem, em Campinas, interior de São Paulo entre os dias 3 e 5 de março, foi um sucesso. Nele foram apresentados e debatidos os principais temas que afetam o setor de seguros, extrapolando a realidade dos corretores para abordar os desafios a frente, que podem mudar radicalmente a cara de seguradoras, produtos e canais de distribuição,

Com a participação de alguns dos principais nomes entre os executivos das seguradoras e especialistas de renome integrando as mesas de exposição e debates, o evento mergulhou fundo em assuntos relevantes, como as relações entre os vários players do setor. Neste ponto merece destaque a participação do novo superintende da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), muito mais amigável e aberto ao diálogo, integrando a mesa de abertura e colocando em sua fala a nova visão do órgão e sua vontade de atuar ouvindo todas as partes envolvidas.

O setor de seguros passa por um momento rico em desafios e novas oportunidades, com empresas escolhidas através de seleção por edital participando do “sand box” da SUSEP e apresentando produtos inéditos, diferenciados e com possibilidade de abrirem novos canais de penetração na sociedade.

De outro lado, as seguradoras tradicionais não estão paradas, ao contrário desenvolvem continuamente novos produtos para atender os segurados

É sempre bom se ter claro que a penetração dos seguros é muito baixa. As razões para isso são as mais variadas e vão desde a baixa renda de grande parte da população, até o desconhecimento do setor por quem teria condições de comprar proteção através de apólices desenhadas para suas necessidades.

Será que as apólices oferecidas pelas seguradoras em operação no Brasil são adequadas aos riscos que ameaçam nossa população?

Riscos como as mudanças climáticas têm seguros desenhados para fazer frente aos eventos que atingem o país todos os verões? Temos como garantir proteção contra as tempestades, as enchentes e os deslizamentos de terra que agora mesmo cobraram alto preço da população, especialmente a mais carente?

Os riscos cibernéticos estão corretamente dimensionados? As apólices nacionais fazem frente aos desafios de sermos um dos países mais sujeitos a ataques desta natureza? Os acidentes nas redes e os vazamentos de dados estão devidamente protegidos?

Os canais de distribuição são capazes de fazer frente aos desafios para levar o seguro as camadas mais pobres e que por isso mesmo exigem proteção especial? Nós temos estas apólices? Elas são suficientes para as necessidades da nação?

Estes temas os mais relevantes que foram expostos e profundamente discutidos em painéis com a presença de mais de dois mil participantes interessados em aperfeiçoar suas habilidades profissionais, se atualizarem e conhecerem o que existe de mais moderno no país.

Além disso, a oportunidade de discutir as respectivas realidades e de melhorar o “network” com seguradoras, outros corretores e prestadores de serviço foi mais um atrativo para fazer o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros um sucesso.