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Susep: Iniciativa privada poderia fazer gestão mais eficiente do seguro desemprego

"Queremos mais cobertura, concorrência, crescimento do setor", diz Solange Vieira

Agência Estado - 05 de Setembro de 2019

Susep: Iniciativa privada poderia fazer gestão mais eficiente do seguro desemprego

A Agência Estado despacha que a superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, defendeu hoje a migração do seguro desemprego da gestão pública para a iniciativa privada e disse que esse é um desafio para o Congresso e o Poder Executivo.

'Por que não podemos pensar no seguro desemprego como um produto privado? (O seguro desemprego) representa cerca de 1% do PIB e uma gestão privada certamente poderia ser mais eficiente que a do governo, que atravessa um estrangulamento administrativo e falta de capacidade de gestão', indagou ela, durante a Conseguro, evento do setor de seguros que acontece em Brasília.

Solange chamou atenção para o fato de no Brasil a participação dos seguros púbicos superar a do privado com a existência do Sistema Único de Saúde (SUS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do seguro desemprego. Ponderou, contudo, que não adianta somente a Susep pensar diferente e trabalhar para desregulamentar o mercado. 'O setor precisa estar disposto à concorrência. Certamente todos saem ganhando. Estamos trabalhando duro para isso. Queremos mais cobertura, concorrência, crescimento do setor de seguros puro e isso tudo com qualidade e novos produtos ao consumidor', disse Solange.

Como exemplo, a superintendente da Susep mencionou a resolução que confirmou a possibilidade de utilização de peças genéricas e usadas no reparo de automóveis. Informou ainda que ontem, em reunião no Ministério da Economia, foi debatida a participação do setor privado no seguro da exportação, mencionando a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que foi incluída no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo de Jair Bolsonaro.

'Olhando a existência ou não ABGF, temos de ver como trabalhar isso e como entrar no setor. O governo está disposto a encolher, mas o setor precisa estar pronto para entrar no mercado e oferecer novos produtos', provocou Solange.

Ao mencionar várias vezes o termo tecnologia, que classificou como a base atual de uma nova forma de trabalho, a superintendente da Susep disse que o setor de seguros já deveria estar mais desenvolvido nos canais digitais. Acrescentou, contudo, que há um cuidado do regulador de não elevar o risco do segmento, conhecido justamente por conceder proteção ao patrimônio e às pessoas.

'Temos de avançar em novos mercados. Precisamos inovar. O mercado informal está aí mostrando. Queremos estar em todos os mercados de forma segura', afirmou Solange.

De acordo com ela, o setor de seguros não pode ficar aquém dos avanços tecnológicos. O segmento precisa buscar, em sua visão, quatro frentes: tecnologia, disrupção, crescimento e inclusão social. 'É isso que o setor precisa buscar. Todos nós estamos correndo para nos adaptar à tecnologia. O crescimento é a base do desenvolvimento. A abertura do mercado certamente nos trará crescimento e inclusão social', avaliou ela.