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Intermédica deve lançar plano de saúde para idosos no 3º trimestre

Valor Econômico - 10 de Agosto de 2019

A NotreDame Intermédica deve lançar no terceiro trimestre de 2019 seu plano de saúde voltado à terceira idade, informa o Valor Online. O produto está em fase de teste na GreenLine, operadora adquirida no ano passado, com 18 mil usuários. A informação é do presidente da operadora de saúde, Irlau Machado, em teleconferência com analistas nesta quinta-feira, sobre os resultados do segundo trimestre.

A operadora de saúde divulgou na véspera um lucro líquido de R$ 89,6 milhões, equivalente a uma alta de 75% ante o segundo trimestre de 2018. O desempenho foi favorecido por uma melhora operacional, com aumento do número de beneficiários e do tíquete médio. O resultado, contudo, foi impactado pela adoção da norma contábil IFRS 16. Ao excluir esse efeito, o lucro ajustado foi de R$ 132,8 milhões, 25,9% superior em base anual.

No informe de resultados, a empresa detalhou que a depreciação e amortização das empresas recém-adquiridas e despesas de juros em linha de crédito contratada para a compra da GreenLine impactaram o lucro. Entretanto, os rápidos resultados obtidos exatamente com a aquisição da Greenline tiveram benefícios para a companhia. De abril a junho de 2019, a receita líquida atingiu R$ 2,03 bilhões, um aumento de 34,5% na comparação com o mesmo período de 2018. Deste total, a receita de planos de saúde subiu 36,3%, para R$ 1,81 bilhão, a de planos odontológicos avançou 13,8%, para R$ 58,5 milhões, e de serviços hospitalares teve alta de 25,1%, para R$ 167,8 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 244 milhões, alta de 79,2% em base anual. Ao retirar o efeito do IFRS 16, o Ebitda ajustado foi de R$ 256,3 milhões, avanço de 41,4%. A despesa financeira líquida teve um avanço de 226,3%, para R$ 36,6 milhões.

O avanço da receita da NotreDame Intermédica foi resultado da alta de 25,9% do número médio de beneficiários, para 4,786 milhões, sendo que em planos de saúde o avanço foi de 31%, e em odontológico, de 19,5%. O tíquete médio mensal líquido também subiu, 4% no negócio de saúde, para R$ 217,7, enquanto no dental caiu 5%, para R$ 9,7.

Na teleconferência desta quinta-feira, Machado disse que o recente lançamento do seguro saúde da SulAmérica, com rede fechada, não representa concorrência e que a qualidade da sua rede credenciada é diferente.

Em São Paulo, a SulAmérica fechou parceria com a Dr. Consulta para atendimento de atenção primária. Ainda segundo Machado, a companhia vislumbra oportunidade de crescimento com as operadoras adquiridas. Na BeloDental, operadora de plano odontológico com 50 mil vidas, há possibilidade de “cross selling” para venda de convênio médico, apontou. Com as operadoras de saúde Medplan e GreenLine, a ideia é oferecer aos usuários o plano dental da Intermédica.

A NotreDame Intermédica está otimista em relação ao desempenho da companhia no ano, após um crescimento orgânico de 89 mil usuários em junho. “Parece ser uma tendência para o ano”, disse Machado na teleconferência. A operadora deve apurar uma margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) superior aos 15% previstos inicialmente.

O executivo não detalhou o percentual exato, mas explicou que a margem deve realmente ficar acima da taxa projetada porque iniciativas envolvendo, por exemplo, pronto socorro, verticalização de atendimento com médicos especialistas e planos de saúde com rede restrita vem gerando resultados mais rápido do que o esperado.

O executivo disse que a taxa de sinistralidade da GreenLine deve cair até o começo do próximo ano. Neste segundo trimestre, o indicador foi de 78,6% sendo que a sinistralidade da companhia foi de 7,19% no mesmo período. A operadora também estima que as despesas com ressarcimento ao SUS devem ficar na casa dos R$ 40 milhões por ano. Essa despesa é cobrada quando um usuário de plano de saúde usa a rede pública de saúde.

As ações ordinárias (ON) da NotreDame Intermédica subiam 5,61%, a R$ 47,26, no início da tarde desta quinta-feira, na maior cotação da sua recente história na bolsa. Analistas do Itaú BBA e BTG Pactual consideraram o resultado do segundo trimestre positivo, com crescimento operacional. Na oferta inicial de ações (IPO), em abril de 2018, o preço foi fixado em R$ 16,50. Na oferta secundária, em junho de 2019, o preço foi de R$ 39,50. O volume financeiro hoje está em R$ 200,7 milhões, bem acima do registrado em todo o pregão de ontem, de R$ 108,4 milhões.