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Seguro paga 3.500 indenizações em 2018 por ciclomotores, alvo de mudança de Bolsonaro

Folha de S.Paulo - 20 de Junho de 2019

​A Folha de S.Paulo relata que na noite do último domingo (16), em Itabaiana, agreste de Sergipe, o motorista de um ciclomotor (uma 'moto' de até 50 cilindradas) foi atingido por um carro e morreu.

Na semana anterior, em Itajaí, interior de Santa Catarina, o piloto de uma dessas 'cinquentinhas', como são chamadas, perdeu o equilíbrio após esbarrar em um caminhão e morreu na queda. Dias antes, um acidente similar deixara um morto em São Miguel dos Campos, em Alagoas.

Acidentes como esses não são raros. No ano passado, ciclomotores foram responsáveis por 3.457 indenizações do seguro DPVAT, a compensação paga a motoristas e passageiros vítimas de acidentes de trânsito.

O governo Jair Bolsonaro (PSL) suspendeu por um ano a exigência de aulas para quem quiser permissão para dirigir esses veículos. O argumento é que a 'proposta facilita a vida das pessoas que possuem ciclomotor, já que o custo da formação do condutor é muito alto', segundo o Ministério da Infraestrutura, onde está o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Proporcionalmente, os ciclomotores representam uma parcela alta do número de acidentes, já que são 0,39% da frota nacional —há 387.458 veículos registrados—, e representam 1% das indenizações pagas pelo DPVAT (a maior parte delas, 75%, envolve acidentes com motocicletas).

No ano passado, o DPVAT pagou 379 indenizações em que as vítimas de acidentes morreram —cada uma custa R$ 13.500. Houve ainda 2.416 compensações pagas a pessoas que ficaram inválidas permanentemente, além de 662 para o reembolso de pessoas que precisaram de tratamento médico. O valor total pode chegar a R$ 39,5 milhões.