home / notícias / Hapvida compra Grupo América e já negocia outras aquisições

Hapvida compra Grupo América e já negocia outras aquisições

Negócio de R$ 426 milhões foi o segundo da operadora em pouco mais de um mês

Valor Econômico - 10 de Junho de 2019

O Valor Econômico informa que a operadora de saúde Hapvida fez sua segunda aquisição de empresa em pouco mais de um mês. Comprou o Grupo América Planos de Saúde, de Goiás, por R$ 426 milhões. No início de maio, adquiriu o grupo São Francisco, por R$ 5 bilhões. Com a consolidação desses dois ativos, a Hapvida passa a marca de 6 milhões de beneficiários de saúde e odontologia. Há uma semana, comprou também um hospital em Juazeiro do Norte, no Ceará. A operadora começa a incluir como alvo de aquisições empresas menores e carteiras de clientes.

“A América está concentrada em Goiânia e tem atividade também em Anápolis e Aparecida. A Hapvida não tem praticamente nada em Goiânia e a São Francisco tem operações em Goiás, mas não na capital”, conta Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida. “Com essas duas aquisições, consolidamos nossa posição no Centro-Oeste.”

A América une três operadoras com sócios e estruturas diferentes, em modelo verticalizado como a Hapvida — com atendimento em três hospitais, um day hospital, 14 unidades de apoio e 3 laboratórios de análises clínicas. Tem 190 mil vidas em plano saúde, mas apenas 1% disso em planos odontológicos — na Hapvida e na São Francisco, esse índice é de cerca de 60%.

“Crescer em odonto é uma das oportunidades ali, bem como aumento da verticalização e redução de despesas administrativas”, diz. “Além disso, nos abre uma nova frente comercial em um Estado rico, com economia resiliente com agronegócio”, complementa.

Replicando seu modelo de negócio, a operadora espera reduzir a sinistralidade da América, de 72%, em comparação aos 59,7% da Hapvida em 2018. Para Pinheiro, é o modelo que tem se mostrado mais eficiente no setor. “Por isso operadoras mais verticalizadas vêm ganhando espaço no mercado nacional, em relação a seguradoras e cooperativas”, avalia.

Pinheiro colocou em sua rotina diária um período dedicado à análise e negociação de potenciais aquisições e fusões e aos processos de integração. São de três a quatro horas por dia por conta desse tema, apoiado por uma equipe própria de aquisições da Hapvida. “O final de tarde até a noite tem sido dedicado a isso”, contou o empresário, em entrevista ontem na sede do banco BTG Pactual, em São Paulo. O BTG foi o assessor externo da Hapvida na aquisição.

“Até agora priorizamos aquisições de operadoras verticalizadas. Mas, a partir das empresas que já compramos, o leque de oportunidades se abre muito”, diz Pinheiro. “Não só pelo tamanho das empresas, mas pela possibilidade de comprar operadoras não verticalizadas também, carteira de clientes ou unidades de atendimento.”