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Rede D'Or busca reduzir custo com emissão de título

Valor Econômico - 06 de Junho de 2019

O Valor Econômico conta que o pedido de abertura de capital apresentado pela Rede D'Or São Luiz à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) visa reduzir a despesa financeira por meio da emissão de títulos de dívida para um universo maior de investidores, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada. Maior grupo hospitalar do país, dono das bandeiras São Luiz, Copa D'Or e Clínica São Vicente, a empresa protocolou na segunda um pedido de registro inicial de companhia aberta. A solicitação foi para a categoria B, que permite a emissão de títulos de dívida, mas não de ações.

A intenção é buscar novas fontes de recursos para além de bancos e dos credores atuais porque o registro na categoria B possibilita enquadrar emissões na instrução CVM 400, que autoriza a distribuição de títulos de dívida para um público maior, incluindo pessoas físicas. Também permitirá atrair investidores que, pelos termos de seus estatutos, estão restritos ou impedidos de comprar títulos de renda fixa de companhias de capital fechado. 'A empresa vai poder vender títulos de dívida para um universo muito maior de credores', diz a fonte.

A Rede D'Or já realiza emissões de dívida, mas para um número limitado de investidores justamente por não ter o registro na categoria B. Em 2018, ela vendeu R$ 1,6 bilhão em debêntures, R$ 1 bilhão em notas promissórias, R$ 600 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e US$ 500 milhões em bônus externo.

O registro é visto como uma maneira de reduzir as despesas financeiras da empresa. A dívida financeira líquida da Rede D'Or fechou 2018 em torno de R$ 7,8 bilhões, aumento em relação aos R$ 4,4 bilhões apurados em 2017. O prazo médio da dívida é maior que cinco anos, com custo de CDI mais 0,8% ao ano. Obtendo o registro na categoria B, a expectativa é diminuir para CDI mais 0,5% ao ano.

Além de reduzir as despesas financeiras, o acesso a novas fontes de recursos ajudará nos planos de expansão. A empresa vai investir R$ 8 bilhões em crescimento orgânico entre 2019 e 2023.