Bancos diminuem aporte mínimo para investimento em títulos


Folha de S.Paulo - 18/03/2019

A Folha de S.Paulo destaca que instituições financeiras têm reduzido o valor mínimo para investir em produtos ofertados por elas e por terceiros. O movimento vai na contramão da decisão da XP Investimentos de aumentar para R$ 30 mil o piso para renda fixa em fevereiro —a alta foi revista após críticas de clientes.

As alterações feitas pelos bancos estão ligadas à maior concorrência e à popularização de corretoras menores, segundo Michael Viriato, professor do Insper.  “Quando bancos abaixam o valor mínimo, facilitam o acesso aos produtos. É uma estratégia de marketing, vários aproveitaram para dizer ‘aqui não elevamos’”, afirma.

O Itaú reduziu o valor mínimo para CDBs de terceiros de R$ 75 mil para R$ 50 mil, em uma tentativa de aumentar a diversificação no portfólio de clientes, diz Claudio Sanches, diretor do banco.

“Já baixamos para fundos, em parte para previdência e, agora, CDB. A tendência é jogar o tíquete para baixo. Onde não fizemos ainda é por restrição [dos fundos] ou por questões operacionais nossas.”

O BTG Pactual também tem diminuído os valores mínimos, assim como as taxas de administração, segundo Marcelo Flora, sócio do banco.

“Temos uma estrutura de custo enxuta, então é uma decisão que não nos afeta e que é simpática para clientes.”

No Santander, a estratégia é diferente: o piso segue inalterado, mas o que se considera é o patrimônio do investidor, afirma o diretor Gilberto Abreu.

“Em títulos com tíquete de R$ 25 mil, por exemplo, em vez de olharmos se o cliente tem o montante para aplicar, vemos se ele tem R$ 25 mil no banco, o que na prática dá acesso a mais produtos.”