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Brasil está entre os 10 países com maior potencial para seguradoras

Conclusão é de um estudo da seguradora Mapfre com 96 países

Valor Econômico - 09 de Março de 2019

O Valor Online revela que o Brasil é um dez mercados do mundo com maior potencial para o crescimento da indústria de seguros, de acordo com um estudo da seguradora Mapfre com 96 países. Para chegar a essa conclusão, a companhia espanhola criou uma métrica chamada de Índice Global de Potencial Segurador (GIP) que combina o percentual que o setor pode avançar em um mercado específico com a capacidade de absorver essa expansão.

O GIP analisa fatores econômicos e demográficos, como nível de participação dos seguros em relação ao número de habitantes, patamar de renda da população, avanço da atividade, prêmios de seguros em relação ao PIB, prêmios de seguros per capita, o comportamento dessa linha de receita do mercado ao longo dos ciclos econômicos e diversas outras variáveis.

No estudo da Mapfre, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking de potencial de crescimento para o segmento Vida e o nono lugar para os demais. O país está à frente de mercados desenvolvidos, como França, Espanha, Itália e Reino Unido, nas duas relações. O primeiro lugar de ambas as listas é ocupado pela China.

No segmento Vida, os Estados Unidos ocupam a segunda posição, seguidos pela Índia. No ranking de Não Vida, as posições se invertem. Nas duas listas, o Brasil é o latino-americano melhor posicionado. O México ocupa a décima posição em ambos as rankings. Nenhum outro mercado da América Latina aparece entre os 25 países mais promissores.

De acordo com Manuel Aguilera, diretor geral de serviços de estudos econômicos da companhia, o índice mede de maneira sistemática o potencial do negócio de seguros em cada mercado. “No Brasil, os riscos para a indústria seguradora estão ligados à incerteza sobre o andamento das reformas estruturais indispensáveis para equilibrar as contas públicas, porque o negócio tanto de Vida quanto de Não Vida é muito vinculado ao comportamento do ciclo econômico”, afirmou.