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Mercado de capitalização projeta um crescimento entre 7% e 8% em 2019

Retomada da economia e marco regulatório do setor devem puxar os resultados

DCI - 04 de Janeiro de 2019

O DCI relata que a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap) projeta uma alta de até 8% do mercado em 2019. A expectativa é de que a retomada da economia, somada à implementação do marco regulatório do setor em abril, puxe resultados melhores do que os vistos até agora.

De acordo com o diretor executivo da Fenacap, Carlos Alberto Corrêa, a projeção para um crescimento mais significativo neste ano parte dos possíveis reflexos trazidos pelo novo marco regulatório no mercado, que passa a vigorar ao final de abril.

Os últimos dados da federação, por exemplo, apontam para uma alta de 3% no consolidado de janeiro a novembro de 2018 ante igual período de 2017, de R$ 18,634 bilhões para um total de R$ 19,211 bilhões. A projeção de crescimento médio no ano como um todo também fica em torno dessa porcentagem.

“Na teoria o mercado já incluía as modalidades de garantia e filantropia trazidas pelo novo marco em outras linhas. Mas com essa nova vigência, novos produtos tendem a aparecer e a expectativa é de que o crescimento de 2019 fique entre 7% e 8%, no cenário mais otimista”, afirma Corrêa.

Enquanto as grandes seguradoras já estudam novos produtos para abranger as modalidades entrantes, no entanto, os destaques esperados para este ano ainda estão com os planos considerados “carros-chefe” das companhias.

Para o superintendente de negócios de capitalização da SulAmérica, Natanael Castro, apesar de o marco ter sido um fator importante para o mercado de capitalização, as apostas da seguradora ainda estão no plano de garantia de aluguel.

O crescimento desse produto na empresa, segundo o executivo foi de 13% até setembro e deve continuar acima dos dois dígitos na média anual.

“Estamos estudando e bastante atentos com as novidades e oportunidades que o marco regulatório traz, mas sem dúvida alguma o nosso foco continuará sendo o garantia de aluguel o produto de incentivo que oferecemos ao mercado segurador”, completa o superintendente da SulAmérica.

De acordo com ele, esses destaques se dão também pela volta da economia e dos diversos setores que influenciam o mercado, como o imobiliário, por exemplo. “Aumentamos as parcerias com imobiliárias em 20% em 2018 e o contexto de retomada do País são bem interessantes”, acrescenta.

Para o superintendente executivo da área de proteção e capitalização do Santander, Luciano Benício, o principal destaque em 2019 será o produto de pagamento mensal, impulsionado por ações promocionais feitas pelo banco.

“Estamos dispostos a apertar um pouco a nossa margem por um produto que cause barulho e seja popular entre os clientes, como é o caso da promoção que fizemos para capitalização em março de 2018”, afirma o executivo, mas destaca que já existem ideias dentro do banco para tratar dos novos produtos trazidos pelo marco.

“O pagamento mensal continua sendo nosso carro-chefe, mas já temos algumas ideias do que acreditamos sobre as novas modalidades que podem nos dar frutos”, comenta.

O gerente executivo de clientes e produtos da BrasilCap, José Antônio Maia Piñeiro, porém, reforça o desafio de implementação que o mercado ainda tem pela frente.

“Construir a formalização de aprovação dos produtos e toda a adequação dos portfólios até o prazo limite será o grande desafio. Mas esperamos resultados de forma imediata após a implementação”, conclui.

Em termos de resgates, a FenaCap registrou uma queda de 3,6% no acumulado do ano até novembro frente ao mesmo intervalo de 2017, saindo de R$ 16,377 bilhões para um total de R$ 15,781 bilhões.

As reservas técnicas somaram R$ 29,510 bilhões no período ante os R$ 28,956 bilhões anteriores (+1,9%) e os sorteios pagos de janeiro a novembro de 2018 ficaram em torno de R$ 985,7 milhões (-1,5%).