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Caixa vai abrir capital de subsidiárias ainda neste ano, diz novo presidente

As áreas que serão ofertadas ao mercado incluem seguros, cartões, loterias e setor de investimentos (asset)

O Estado de S. Paulo - 03 de Janeiro de 2019

O Estadão informa que a novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse nesta quarta-feira, 2, que o banco começará a abrir o capital de suas subsidiárias ainda este ano. Segundo ele, estão previstas pelos menos duas ofertas iniciais de ações (IPO’s, no jargão financeiro) em 2018 e as áreas que serão ofertadas ao mercado durante a sua gestão incluem seguros, cartões, loterias e setor de investimentos (asset). Segundo o executivo, o banco manterá o controle do capital dessas subsidiárias.

“Abrir o capital dessas áreas faz parte da estratégia do governo para inserir o Brasil no mercado internacional. Se um IPO desses trouxer de 5 mil a 10 mil investidores, isso significa melhora na governança, aumento do valor da empresa e maiores pagamentos de dividendos. O IPO do IRB Brasil RE será a nossa referência”, afirmou Guimarães.

Caso a reforma da Previdência for aprovada, o Brasil deverá receber o maior fluxo de investimentos estrangeiros dos últimos dez anos, segundo Guimarães. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na avaliação do banqueiro, se a reforma da Previdência for aprovada, o Brasil deverá receber o maior fluxo de investimentos estrangeiros dos últimos dez anos. “A Caixa estará preparada para receber esse capital. Os funcionários do banco também serão atraídos para se tornarem sócios da Caixa no IPO”, completou.

Outra frente na qual a Caixa pretende se capitalizar no mercado é pela securitização de uma parcela da carteira de crédito imobiliário. Guimarães afirmou que tem discutido com o próximo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a possibilidade de abrir essa securitização também para investidores internacionais.

“Revender a dívida imobiliária irá gerar recursos para que a Caixa aumente seus investimentos na área. Isso vai ser uma revolução, porque o dinheiro voltará para o banco investir novamente. Os bancos estrangeiros já fazem isso”, acrescentou.