Vendas de veículos registram alta de 15% no ano


O Estado de S. Paulo - 04/12/2018

O Estadão informa que as vendas de veículos novos aumentaram 13% em novembro na comparação com igual mês de 2017, somando 230,9 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus. Na comparação com outubro houve queda de 9,3% por causa do menor número de dias úteis, já que a média diária de negócios foi melhor do que no mês anterior. No acumulado do ano foram vendidas 2,33 milhões de unidades, 15% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

Com esse resultado, o setor fica bem próximo de atingir – ou até mesmo superar –, a previsão das montadoras, de vender 2,5 milhões de veículos neste ano, o que representará alta de 13,7% ante 2017. Faltam 170 mil unidades para atingir o número esperado, mas a média de vendas dos 11 meses foi de 212 mil veículos e dezembro costuma ser um mês bom de vendas.

Será o segundo ano de crescimento de vendas, depois de quatro anos seguidos de queda em razão da crise econômica. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) espera novo crescimento de dois dígitos no próximo ano, mas a previsão só será anunciada oficialmente no início de janeiro.

Vendas diretas. Segundo dados divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), só o segmento de automóveis e comercias leves teve 2,24 milhões de unidades vendidas, alta de 14% no comparativo com 2017.

Do total comercializado até novembro, 43% foram vendas diretas, a maior participação dessa modalidade registrada em 15 anos. Esse tipo de venda é feito diretamente pela fábrica, sem passar pelos concessionários, a frotistas, locadoras, pessoas com deficiência e rurais, sempre com elevados descontos o que, na opinião de analistas, reduz a rentabilidade das montadoras, mas mantém as linhas de produção mais ocupadas.

No ano passado, a fatia das vendas diretas, de 40%, já tinha sido a mais alta até aquele período. Em novembro passado, do total de 221,3 mil automóveis e comerciais leves comercializados, 43% foram para empresas.

O presidente da General Motors Mercosul, Carlos Zarlenga, disse na semana passada que, em 2019, o quadro deve mudar, com mais crescimento das vendas no varejo. “As vendas no varejo estão mais fortes, situação que não víamos há algum tempo”, disse o executivo. A previsão tem a ver com a melhora da economia, da confiança dos consumidores e da liberação de crédito pelas instituições financeiras. Das vendas totais da GM neste ano, 17,8% foram diretas, porcentual inferior apenas ao da Fiat, de 19%.

A GM consolida sua liderança no mercado brasileiro, com 392,8 mil veículos vendidos de janeiro a novembro (17,5% de participação entre os automóveis e comerciais leves), e seu compacto Onix é o automóvel mais vendido do mercado, com 190,8 mil unidades, quase o dobro do segundo colocado, o Hyundai HB20, com 96,5 mil.

A segunda colocado no mercado total até novembro é a Volkswagen, com 334,6 mil unidades (14,9% de fatia), seguida por Fiat, com 297,7 mil (13,3%), Ford, com 207,4 mil (9,2%) e Renault, com 194,3 mil (8,6%).

Na quinta-feira a Anfavea divulgará dados de produção, exportação e emprego de novembro e do acumulado do ano.