Governo vai reformular seguro para exportações

E mais: CNseg promove evento que foca em novas tecnologias para o setor de seguros. Axa mira pequena empresa para crescer no Brasil. ANS quer incluir inflação no cálculo do reajuste do plano
Grande imprensa - 13/11/2018

Destaques

O Estadão relata que após o sufoco enfrentado pela equipe econômica para incluir recursos no Orçamento de 2018 e compensar os calotes dados por Venezuela e Moçambique, o Ministério da Fazenda decidiu reformular o Seguro de Crédito à Exportação (SCE).  A ideia é criar um fundo financeiro, de natureza privada, que terá um “colchão” próprio de recursos para honrar as dívidas em caso de inadimplência do tomador do empréstimo.

O Valor Econômico relata que a Axa quer superar a atuação tímida que tem no Brasil. A empresa desembarcou por aqui em 2014, comprou a carteira de grandes riscos da SulAmérica em 2016, mas alcançou até agora apenas R$ 1,5 bilhão em prêmios. Na estratégia de virada está oferecer cobertura para o universo de pequenas e médias empresas do país, além de aquisições para ganhar mercado de maneira mais acelerada.

O Valor Econômico registra que a seguradora Tokio Marine foi escolhida a campeã do ano da pesquisa 'As Melhores na Gestão de Pessoas', realizada em parceria do Valor com a consultoria Mercer. Os dirigentes da empresa veem no bem-estar de seus profissionais e colaboradores um pilar para o crescimento e a sustentabilidade do negócio. 'O capital humano é, sem dúvida, nosso ativo mais valioso', afirmou o presidente da Tokio Marine no Brasil, José Adalberto Ferrara.

O Globo Online destaca que a fórmula de reajustes de planos de saúde, que tem sido questionada na Justiça por alguns consumidores, pode mudar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentará uma proposta, que será discutida em audiência pública com representantes de consumidores e do mercado para aplicação a partir desta terça-feira. Se aprovado, o novo índice de reajuste será aplicado em 2019 nas mensalidades de planos individuais e familiares.

A Folha de S.Paulo informa que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (12) que dificilmente conseguirá aprovar algo da reforma da Previdência ainda neste ano. Na mesma linha, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a tendência é que a aprovação da reforma fique para o ano que vem.

Resumo das notícias

Governo vai reformular seguro para exportações

O Estadão relata que após o sufoco enfrentado pela equipe econômica para incluir recursos no Orçamento de 2018 e compensar os calotes dados por Venezuela e Moçambique em empréstimos que têm o governo brasileiro como avalista, o Ministério da Fazenda decidiu reformular o Seguro de Crédito à Exportação (SCE).

A ideia é criar um fundo financeiro, de natureza privada, que terá um “colchão” próprio de recursos para honrar as dívidas em caso de inadimplência do tomador do empréstimo. O novo desenho evitará que a despesa para cobrir eventuais calotes dispute espaço com gastos em áreas como saúde e educação dentro do teto.

A proposta começou a ser discutida após o Brasil ficar à beira do “default” perante o sistema financeiro internacional porque não havia dinheiro no Orçamento para bancar pagamentos ao BNDES e ao Credit Suisse. Os bancos acionaram o seguro contratado no Fundo de Garantia à Exportação (FGE), do Ministério da Fazenda, após confirmado o calote dos dois países, mas o Congresso Nacional resistiu em aprovar o crédito. Foi a primeira vez que o Brasil precisou cobrir a garantia.

Os detalhes do novo modelo estão sendo fechados pela equipe econômica, mas a intenção é deixar tudo pronto para que o próximo governo possa implementá-lo. O desenho valeria apenas para novas operações, pois há dúvidas jurídicas sobre a possibilidade de transferir garantias já concedidas para o fundo recém-criado. A proposta orçamentária de 2019 já reservou R$ 1,467 bilhão ao pagamento dessas garantias, ainda sujeitos à aprovação do Congresso.

O novo fundo seria formado pelas receitas obtidas com prêmios pagos pelos bancos que contratarem a garantia brasileira. A Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) seria um importante alicerce, administrando os recursos e dando suporte de capital à operação, sobretudo no início, quando o fundo ainda teria poucos recursos. Segundo o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, que lidera o projeto, o valor que o fundo precisará manter reservado para qualquer eventual calote ainda está sendo calculado.

O impacto recairia sobre os cofres federais só em caso de esse capital ser insuficiente para cobrir parcelas inadimplentes, hipótese considerada difícil pelos técnicos. “Provavelmente isso nunca vai bater na União”, disse Estevão. Por outro lado, o governo poderia incorporar as receitas que excederem o valor considerado ideal a ser mantido como reserva no fundo.

Na regra atual do FGE, os prêmios pagos pelos bancos ao contratar a garantia brasileira ingressam na conta única do Tesouro, contribuindo para o resultado primário, mas qualquer pagamento de garantia precisa passar pelo Orçamento, consumindo espaço do teto. Havia risco de o Brasil entrar em “default técnico”, situação em que credores externos podem pedir quitação antecipada de dívidas do país.

Axa mira pequena empresa para crescer no Brasil

O Valor Econômico relata que a Axa quer superar a atuação tímida que tem no Brasil. A empresa desembarcou por aqui em 2014, comprou a carteira de grandes riscos da SulAmérica em 2016, mas alcançou até agora apenas R$ 1,5 bilhão em prêmios - principal estrangeira no Brasil, a suíça Zurich fatura mais de R$ 8 bilhões em prêmios anualmente, sem considerar previdência e seguro DPVAT.

Na estratégia de virada da Axa, está oferecer cobertura para o universo de pequenas e médias empresas do país, além de aquisições para ganhar mercado de maneira mais acelerada.

A nova fase será coordenada pela francesa Delphine Maisonneuve, 50 anos, que chegou ao país para assumir o cargo de CEO em julho - e já fala português -, após 20 anos trabalhando na operação francesa, boa parte dela no segmento de pequenas e médias empresas. Dados coletados pela seguradora mostram que 70% das empresas no Brasil não estão seguradas de maneira adequada, principalmente aquelas com até 50 funcionários, uma realidade bem distinta da verificada na França, onde 95% das pequenas empresas têm seguro.

Tokio Marine é a melhor do ano na gestão de pessoas

O Valor Econômico registra que a seguradora Tokio Marine foi escolhida a campeã do ano da pesquisa 'As Melhores na Gestão de Pessoas', realizada em parceria do Valor com a consultoria Mercer. Os dirigentes da empresa veem no bem-estar de seus profissionais e colaboradores um pilar para o crescimento e a sustentabilidade do negócio. 'O capital humano é, sem dúvida, nosso ativo mais valioso', afirmou o presidente da Tokio Marine no Brasil, José Adalberto Ferrara. 'O que a concorrência não pode se apoderar são os resultados de anos e anos de investimento nos colaboradores', acrescentou.

As empresas eleitas neste ano pretendem investir em tecnologia e automação em 2019 e reforçar o treinamento de suas equipes. Cautelosos quanto a previsões, executivos de Recursos Humanos ouvidos ontem pelo Valor, durante a cerimônia de entrega dos prêmios, em São Paulo, não planejam grandes aumentos em seus orçamentos e no quadro de funcionários.

CNseg promove evento que foca em novas tecnologias para o setor de seguros

O Portal Exame informa que nos dias 7 e 8/11, São Paulo foi palco de um dos maiores encontros para debater o futuro do mercado segurador do país. O 12º Insurance Service Meeting e o 3º Encontro de Inteligência de Mercado reuniram mais de 400 profissionais.

O presidente da Confederação Nacional de Seguros (CNseg), Marcio Coriolano, destacou em vídeo a importância da discussão. 'A era digital, sucedendo outras eras disruptivas - como a fabril, a mecânica e a eletrônica -, já é uma realidade e alcança o mercado segurador de forma absolutamente impactante. O Insurance Service Meeting já se firmou com um dos mais importantes fóruns do mercado segurador. Mais do que um resultado de tecnologia, o momento da sociedade contemporânea é fruto da vontade do novo consumidor', declarou.

A palestra de abertura foi apresentada por Renato de Castro, da SmartUp Consulting Firm, que salientou a importância e a urgência da utilização da Inteligência Artificial nas operações de seguro com base em quatro pilares: 'Estudo com foco no cliente; Simplicidade, para que o consumidor tenha o empoderamento de resolver suas próprias demandas rapidamente; Parcerias e investimentos em Startups e Spinoffs; e, por fim, Predição, com o objetivo de diminuir os riscos e atuar ativamente na prevenção de sinistros', ressaltou.

O evento também debateu a otimização de processos por meio do Robotic Process Automation, em que um único sistema é capaz de cruzar dados de maneira inteligente. Marco Dearo, diretor da Delloite, pontuou que 'O RPA tem o funcionamento a partir de sistemas já existentes, agilizando muito mais a transformação tecnológica'.

O evento também trouxe a discussão da tecnologia do blockchain no setor segurador. Gustavo Paro, diretor de Vendas da R3, debateu que essa nova transação digital irá transformar a indústria seguradora de forma ainda mais intensa que a financeira.

Em 'Como Prosperar no Digital', painel que contou com Tom King, diretor da Pegasystem, foi debatido o caminho digital dos mais diversos processos no mercado segurador. 'Uma empresa não se transforma em digital no primeiro dia. São passos que precisam ser dados continuamente para chegar a um resultado satisfatório e eficaz', completa King.

Segundo dia

Abrindo o painel no segundo dia, Cristiano Barbieri, diretor de Inovação Analytics e Tecnologia da SulAmérica, ressaltou que o comportamento do consumidor mudou com o surgimento das novas tecnologias nos últimos 10 anos, o tornando mais questionador. Complementando, Cibele Cardin, CIO da Chubb Seguros, afirmou que o seguro poderá ser muito mais preventivo do que reativo com o uso correto e bem aplicado das novas tecnologias. Curt Zimmermann, diretor de TI da Bradesco Seguros, ressaltou a importância das grandes seguradoras apoiarem o surgimento de novas tecnologias para suprir a alta demanda do mercado.

Fabio Luis Marras, CTO & Distinghished Engineer da IBM, liderou o painel sobre Inteligência Artificial. 'Minha visão é que as seguradoras no Brasil passaram por uma evolução nos últimos anos e vêm buscando melhorias contínuas no sentido de adoção de novas tecnologias', declarou.

O vice-presidente de Pesquisa da Gartner, Cassio Dreyfuss, destacou no painel 'Transformação Digital', que o tema 'é uma jornada que tem como pilares a mudança de cultura das pessoas, nos padrões de trabalho e no modelo de negócios'. O diretor de Supervisão de Conduta da Susep, Carlos de Paula, também participou do debate e declarou que hoje o órgão trabalha em frentes como o 'alinhamento com representantes da indústria de seguros, com as autoridades que permeiam o setor e na aproximação de insurtechs', concluiu.

Ao fim do evento, Cezar Taution, head Digital Transformation da Kick Ventures, pontuou que 'no setor de seguros é necessário olhar atentamente para a importância da solidificação das parcerias entre essas empresas e as insurtechs, que podem alavancar o avanço tecnológico deste mercado.'

3º Encontro de Inteligência de Mercado

Paralelamente também foi realizado, no mesmo local, o 3º Encontro de Inteligência de Mercado.

O primeiro debate contou com, Patrícia Pessôa Valente, sócia da PVMP Advogados, que declarou que 'devemos dar mais atenção aos impactos sociais e não olharmos apenas aos econômicos que podem decorrer da regulação'.

Flávio Abdenur, fundador da SLQ, discutiu o tema 'Inteligência Artificial e o Futuro do Trabalho', traçando um panorama sobre a evolução das tecnologias ao longo dos anos e identificado que o tempo dessa evolução é cada vez menor enquanto a dependência gerada aumenta.

O painel 'As novas gerações e o seguro', liderado por Luis Rasquilha, CEO da Inova Consulting, pontuou que o mercado segurador necessita manter o foco na análise profunda das preferências dos clientes e do seu momento de vida para oferecer produtos e serviços mais assertivos.

Segundo dia

O economista e professor da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha, também palestrou e alertou que o mercado precisa ter um olhar atento para o presente com o objetivo de entender o futuro. Alexandre Leal, diretor técnico da CNseg, salientou que um de seus projetos, o Programa de Educação em Seguro, implementado em diferentes canais da instituição, tem o objetivo principal de informar e educar diversos públicos. O superintendente de produtos de seguros do Banco Santander e presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da CNSeg, Alex Körner, destacou os desafios como novas formas de pagamento e adequação de modelos de produtos às novas realidades dos consumidores fazem parte de um movimento a ser discutido pelo setor.

Na segunda palestra do evento sobre ciência de dados, os professores da PUC-Rio, Gustavo Robichez, Rafael Nasser e Hélio Lopes traçaram um panorama da ciência do comportamento e da psicologia do consumo. Para Lopes o projeto de ciência de dados é um ciclo onde a definição de tarefas é a parte mais importante para que haja uma entrega consistente. Nasser complementou que informações são úteis para mapear e predizer riscos, mas é necessário ler, traduzi-las e aplicá-las de forma inteligente com o objetivo de ajuda na tomada de decisão. Robichez concluiu o debate dizendo que 'é importante refletir quais as indagações sob a perspectiva do atual cenário do seguro e que dados são o novo petróleo'.

No mundo, Brasil ocupa 2ª posição entre países com mais ameaças via e-mail

O Estadão registra que o Brasil é o segundo colocado entre os países com o maior número de ameaças cibernéticas via e-mail bloqueadas pela Trend Micro, empresa especializada em soluções de segurança. Estados Unidos e China lideram o ranking, empatados, considerando dados do mês de setembro. Em agosto, o Brasil estava na terceira colocação, sendo que nem aparecia entre os primeiros colocados nos dois meses prévios. No Brasil também foi registrado aumento do número de malwares, com 2,6 milhões de softwares maliciosos detectados pela Trend Micro.

Bolsonaro e Onyx admitem reforma da Previdência para 2019

A Folha de S.Paulo informa que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (12) que dificilmente conseguirá aprovar algo da reforma da Previdência ainda neste ano. Na mesma linha, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a tendência é que a aprovação da reforma fique para o ano que vem.

No Rio de Janeiro, Bolsonaro disse que o tema é complicado e que reforma para o setor público deve ser discutida primeiro. 'Sabemos que a Previdência realmente é complicada, é o que mais pesa, tem aposentadorias que são acima do teto, tem privilégios. Tem que começar com a previdência pública', disse. 'É complicado, mas você tem que ter o coração nessa reforma também, não é apenas números.'

Em Brasília, Onyx Lorenzoni teve reuniões nesta segunda-feira com parlamentares e técnicos do Congresso para discutir propostas que alteram as regras previdenciárias.

Ele recebeu contribuições do deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), e de técnicos do Congresso, sobre medidas infraconstitucionais, ou seja, que não precisam alterar a Constituição.

'Elas estão sendo condensadas, serão apresentadas amanhã ao futuro presidente Jair Bolsonaro para que a gente dê um destino. Se elas vão ser trabalhadas agora ou se elas vão ficar para o ano que vem. A tendência é que fiquem para o ano que vem', afirmou.

A proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo de Michel Temer ao Congresso, que está parada na Câmara, é uma emenda à Constituição. Além de exigir uma maioria qualificada para aprovação, três quintos do Congresso, ela não pode ser discutida enquanto a intervenção federal no Rio de Janeiro estiver em vigor, até 31 de dezembro.

Para isso, o futuro governo busca medidas alternativas de modificar a Previdência ainda este ano, para tentar assumir o país com parte das mudanças já aprovadas.

'A gente tem consciência de que seria ótimo conseguir um pequeno avanço agora. A gente tem que ter clareza de qual o cenário que existe e tem que ter humildade de saber o que pode e o que não pode fazer', afirmou Lorezoni.

Ele disse ainda ter falado com dezenas de parlamentares e ter sentido, a partir dessas conversas, de que o clima não é favorável para aprovação da Previdência no modelo atual.

As propostas que não exigem alterar a Constituição, segundo o futuro ministro, devem ser apresentadas a Bolsonaro na terça-feira (13), quando ele chega em Brasília para uma série de reuniões.

Ao deixar reuniões no CCBB (Centro Cultura Banco do Brasil), onde funciona o gabinete de transição, o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse não ter discutido propostas alternativas.

'Durante a reunião, o único tema abordado foram metodologias de projeções atuariais e demográficas de longo prazo. Não foi discutido proposição de alternativa [infraconstitucional, já que não se pode parar a intervenção]. Não houve qualquer discussão a respeito de alternativa de reforma', disse.

ANS quer incluir inflação no cálculo do reajuste do plano de saúde. Veja a proposta

O Globo Online destaca que a fórmula de reajustes de planos de saúde, que tem sido questionada na Justiça por alguns consumidores, pode mudar. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentará uma proposta, que será discutida em audiência pública com representantes de consumidores e do mercado para aplicação a partir desta terça-feira. Se aprovado, o novo índice de reajuste será aplicado em 2019 nas mensalidades de planos individuais e familiares.

O novo modelo proposto pela agência combina a Variação das Despesas Assistenciais (VDA) com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a ANS, a VDA reflete diretamente as despesas com atendimento aos beneficiários de planos de saúde, enquanto o IPCA incide sobre os custos não assistenciais das operadoras (como valores gastos com áreas administrativas, por exemplo). O índice deixaria, então, de se basear exclusivamente na VDA, mas continua sendo composto por uma fórmula única, que reúne as duas variações, com peso de 80% para as despesas assistenciais e 20% para as não assistenciais.

Desde 2001, o índice de reajuste de planos individuais e familiares era calculado a partir do média dos percentuais aplicados pelas operadoras nos contratos coletivos. Este ano, a fórmula resultou num teto de 10% de aumento.

Contribuições sobre a fórmula de reajuste poderão ser enviadas à ANS por meio de formulário disponível na internet até o dia 18 de novembro. A audiência pública será transmitida ao vivo pelo Periscope (@ans_reguladora) entre 8h30m e 17h30m desta terça-feira.

Entenda a proposta que será colocada em debate:

Qual é a principal mudança no modelo?

A mudança mais importante do novo modelo é usar como referência a própria variação das despesas com assistência médica (VDA) dos planos individuais, além de considerar no cálculo o IPCA, índice que mede a inflação geral da economia, sobre a parcela das despesas não assistenciais. O índiceseria composto por uma fórmula única, que reúne as duas variações, com peso de 80% para as despesas assistenciais e 20% para as não assistenciais. Os dados utilizados para o cálculo do índice também serão públicos, aumentando a transparência e a previsibilidade do modelo.

Como vai ser calculado a variação de despesas com assistência médica (VDA)?

A VDA representa a variação das despesas assistenciais médias por beneficiário de um ano para o seguinte. Após o cálculo da VDA dos planos individuais novos de cada operadora, é calculada uma VDA única para o mercado, através da média ponderada pelo número de beneficiários de cada operadora. Sobre essa variação reduz-se a parcela da variação das despesas que já são corrigidas pelos reajustes de faixa etária. Outra dedução feita a partir desse índice é a do Fator de Eficiência. É este procedimento que impede que o reajuste represente um repasse integral da variação das despesas, pois compartilha os ganhos de eficiência das operadoras com os beneficiários.

Quem vai fazer essa conta? Quais os dados embasarão esse índice?

A ANS irá calcular e divulgar o reajuste anualmente como faz hoje. Entretanto, os dados para o cálculo serão públicos e disponíveis na página da agência. Assim, ele poderá ser reproduzido externamente. A principal base de dados para o cálculo da VDA é o sistema de informações da ANS com dados contábeis e de beneficiários. Os dados utilizados são alvo de monitoramento regular por parte da ANS, e no caso dos dados contábeis, há ainda a auditoria externa.

Como o IPCA entra nesta conta? Será o índice completo ou só o de saúde?

A proposta é que o IPCA incida apenas sobre as despesas não assistenciais das operadoras. Para isso, ele é ponderado por 20% que é a representatividade das despesas não assistenciais em relação ao total das despesas das operadoras. Optou-se por reduzir do IPCA sua parcela relativa ao Subgrupo 62 - Serviços de Saúde , que dentre outros itens contém o próprio reajuste dos planos de saúde. Esta medida visa evitar que o cálculo do reajuste sofra efeitos de retroalimentação dos reajustes autorizados no ano anterior.

O consumidor vai poder fazer suas contas para ter uma ideia de quanto deverá ser o próximo aumento?

Uma vez aprovada a metodologia, dados para simulações do reajuste serão disponibilizados para reprodução externa do cálculo.

O índice será divulgado e aplicado anualmente ou estuda-se outra periodicidade?

Não há mudança quanto à periodicidade e regras de aplicação: após autorização da reguladora, o percentual pode ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário do contrato. A base anual de incidência também permanece a mesma, ou seja, a partir de maio.