Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural

E mais: BID lança programa de eficiência energética com seguro. As demandas da saúde privada para os presidenciáveis. Secretaria lança plataforma de dados sobre acidentes de trânsito.
Grande imprensa - 18/09/2018

Destaques

O Valor Econômico informa que, pelo segundo ano consecutivo, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta de orçamento que prevê menos recursos para o programa de subsídios ao seguro rural do que o prometido no Plano Safra. Ao invés dos R$ 600 milhões anunciados pelo presidente Michel Temer no lançamento do Plano Safra 2018/19, em junho, o governo previu apenas R$ 450 milhões na proposta para o Orçamento do ano que vem.

“Complementar o orçamento do seguro é prioridade, já que não tem faltado recursos ao crédito. Está muito claro que a sociedade gasta muito com renegociação de dívidas com financiamento agrícola e que a frequência de problemas climáticos está cada vez maior, e é melhor mitigar isso do que transformar em dívida”.

Pedro Loyola, vice-presidente da Comissão de Polícia Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

O Valor Econômico registra que o BID está lançando hoje, em parceria com bancos de fomento regionais, uma iniciativa que unirá US$ 25 milhões em financiamentos para eficiência energética e geração distribuída, associados a um seguro criado para cobrir riscos de desempenho dos empreendimentos.

“O fornecedor vai falar ao cliente que trocará o ar condicionado e que a economia gerada por isso vai permitir pagar o investimento. Se a economia for menor que a projetada, o seguro vai cobrir”.

Maria Netto, especialista em mercado de capitais do BID

Na saúde, a Folha de S.Paulo destaca que representantes de presidenciáveis vão receber, na quarta (19), propostas de entidades de setores da saúde como hospitais, operadoras, farmacêuticas.

Principais propostas:

- Aumentar capilaridade da atenção primária com equipes multiprofissionais

- Fortalecer soluções digitais como prontuários eletrônicos e monitoramento remoto

- Implantar novos modelos de remuneração;

- Aumentar escala e eficiência das redes de atenção

- Realizar consultorias virtuais entre profissionais de diferentes níveis de especialização

 

Resumo das notícias

Governo reduz novamente orçamento para o seguro rural

O Valor Econômico informa que, pelo segundo ano consecutivo, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta de orçamento que prevê menos recursos para o programa de subsídios ao seguro rural do que o prometido no Plano Safra. Ao invés dos R$ 600 milhões anunciados pelo presidente Michel Temer no lançamento do Plano Safra 2018/19, em junho, o governo previu apenas R$ 450 milhões na proposta para o Orçamento do ano que vem.

Como se tornou comum nos últimos anos, o setor prepara uma reação junto ao governo para exigir a alocação dos recursos prometidos. Pedro Loyola, vice-presidente da Comissão de Polícia Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), diz que, logo após as eleições, a entidade fará uma mobilização junto à bancada ruralista para que os parlamentares encaminhem emendas na tentativa de incrementar o orçamento destinado ao seguro rural para 2019.

BID lança programa de eficiência energética com seguro

O Valor Econômico registra que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está lançando hoje, em parceria com bancos de fomento regionais, uma iniciativa que unirá US$ 25 milhões em financiamentos para eficiência energética e geração distribuída, associados a um seguro criado para cobrir riscos de desempenho dos empreendimentos. O objetivo é minimizar riscos no mercado e incentivar pequenas e médias empresas a investirem em projetos de eficiência energética e geração distribuída

A AXA vai oferecer o seguro garantia, desenvolvido especificamente para o programa. A ideia é garantir que o investidor tenha a economia estimada, mesmo se as mudanças implementadas não gerarem o nível de eficiência projetado, ou se os painéis solares não gerarem a energia prevista, no caso de instalações de geração distribuída.

Secretaria lança plataforma de dados sobre acidentes de trânsito

O DCI relata que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) lançou ontem (17) uma nova plataforma para a visualização de dados relacionados a acidentes de trânsito na cidade de São Paulo. Chamada de Vida Segura, a ferramenta criada pelo Banco Mundial foi adaptada para a SMT pela Iniciativa Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito, com base nos dados consolidados de acidentes fatais e com vítimas da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Com o novo programa, qualquer pessoa terá acesso aos acidentes de trânsito que aconteceram a cidade nos últimos três anos (2015, 2016 e 2017) de maneira interativa e de fácil pesquisa.

“Vamos fazer a divulgação para que a população possa participar, analisar e ajudar a Prefeitura a elaborar políticas para reduzir a quantidade de acidentes e melhorar o trânsito na cidade”, destaca o prefeito Bruno Covas.

O lançamento aconteceu durante o seminário o Futuro da Mobilidade Segura, na biblioteca Mário de Andrade, que abre a Semana da Mobilidade 2018 em São Paulo, movimento nacional que pretende conscientizar o cidadão sobre a responsabilidade no trânsito e acontece entre hoje (18) e 25 de setembro.

Este ano, o tema escolhido é “Todos Somos Pedestres”, alinhado com o 10° Prêmio CET de Educação no Trânsito. “Nós queremos convidar a sociedade civil a refletir sobre os deslocamentos do dia a dia, propondo formas de experimentar novas maneiras de se locomover, de compartilhar modos de transporte e de praticar a integração entre eles”, ressalta João Octaviano Machado Neto, secretário municipal de Mobilidade e Transportes.

O usuário poderá analisar as informações de acidentes de trânsito, como gênero, idade, local e horário, além de identificar pontos críticos e fazer recortes geográficos a partir do histórico de ocorrências por Distritos Administrativos e Subprefeituras.

Todas as informações ficarão disponíveis para download. O sistema utiliza os dados consolidados da CET, usando a mesma metodologia desde 1979, que leva em conta os dados dos Boletins de Ocorrência, permitindo uma base sólida de pesquisa.

Para utilizar a plataforma Vida Segura basta acessar endereço https://vidasegura.prefeitura.sp.gov.br/plataforma/.

Mercosul exige seguro para viajar de carro

O Zero Hora destaca que quem pretende viajar de carro pelos países do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - deve apresentar um seguro veicular especial que cobre colisões e danos. É a chamada Carta Verde, certificado obrigatório que precisa ser apresentado antes de cruzar a fronteira. O seguro passou a ser exigido em 1994 para que os viajantes possam cobrir os gastos caso se envolvam em acidentes.

Segundo o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros, Marcio Coriolano, a Carta Verde é um seguro à parte daquele que o motorista já tem contratado para o seu veículo:

- Ele cobre danos materiais e corporais a terceiras pessoas envolvidas em um acidente de carro, mas não substitui o seguro do veículo ou o seguro viagem. É obrigatório para qualquer carro de passeio estrangeiro que circule nos países do Mercosul, incluindo veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, pick-ups leves e pesadas, motocicletas e ônibus de transporte escolar.

Válida de 15 dias a um ano e com custo a partir de R$ 125, a Carta cobre indenizações de até US$ 40 mil (R$ 168 mil) por pessoa em casos de danos corporais, morte, despesas hospitalares ou invalidez permanente e US$ 20 mil (R$ 84 mil) por terceiro envolvido. De acordo com o guia Reginaldo Blodorn, o motorista é barrado se não tiver o documento.

- Dá para comprá-lo em agências credenciadas próximas à aduana, na cidade que faz fronteira ou antes de viajar - explica.

A Carta Verde não cobre danos causados por motoristas sem habilitação válida e compatível com a categoria do veículo, embriagados ou sob efeito de drogas e medicamentos que afetem a direção, ou envolvidos com furtos e roubos.

Perdas com o furacão Florence

O Valor Econômico registra que os prováveis pedidos de indenizações de apólices decorrentes tanto do tufão Mangkhut, que atingiu as Filipinas, quanto do furacão Florence, que assola o Estado da Carolina do Norte, nos EUA, não vão exceder o orçamento para catástrofes naturais da resseguradora Swiss Re para o terceiro trimestre do ano, afirmou o banco suíço Vontobel. A Swiss Re provisionou no orçamento deste ano para catástrofes naturais US$ 1,1 bilhão e estimou que o montante separado para o terceiro trimestre tenha alcançado US$ 550 milhões.

Demandas da saúde privada

A Folha de S.Paulo destaca que representantes de presidenciáveis vão receber, na quarta (19), propostas de entidades de setores da saúde como hospitais, operadoras, farmacêuticas. Entre os convidados estão equipes das campanhas de Novo, PDT, PSDB, PT e Rede.

As sugestões foram separadas em oito eixos, de judicialização de tratamentos a parcerias entre público e privado, segundo Claudio Lottenberg, presidente do Icos (Instituto Coalizão Saúde) e do UnitedHealth Group no Brasil, dono da Amil. A integração dos prontuários de pacientes e a regulamentação da telemedicina são duas das questões mais urgentes, afirma.

“O prontuário eletrônico é imprescindível, seria um dos primeiros pontos que recomendaríamos. Gastamos uma fortuna com procedimentos redundantes, é mais simples de implementar do que se imagina e teria um retorno enorme.”

Alguns dos principais pontos que serão apresentados aos presidenciáveis

- Aumentar capilaridade da atenção primária com equipes multiprofissionais

- Fortalecer soluções digitais como prontuários eletrônicos e monitoramento remoto

- Implantar novos modelos de remuneração;

- Aumentar escala e eficiência das redes de atenção

- Realizar consultorias virtuais entre profissionais de diferentes níveis de especialização