Saúde suplementar tem crescimento tímido em abril

O total de beneficiários teve uma ligeira alta de 0,1% entre abril deste ano e o mesmo mês do ano passado
Agência Estado - 07/06/2018

O total de beneficiários de planos médico-hospitalares teve uma ligeira alta de 0,1% entre abril deste ano e o mesmo mês do ano passado. O que representa 34,7 mil novos vínculos firmados no período. Os números irão integrar a Nota de Acompanhamento dos Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que será divulgada na próxima semana.

'Apesar de os dados indicarem um ligeiro aumento do total de beneficiários nos 12 meses encerrados em abril, em linha com os resultados do setor, é preciso analisar esses números com muita cautela', alerta Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS. Além de o avanço ser bastante tímido, praticamente se mantendo estável em relação ao período anterior, o executivo destaca que é comum que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revise os números de beneficiários para baixo com o passar do tempo. 'Nos últimos meses, temos acompanhado um movimento que parece um ensaio para a recuperação do setor. Contudo, é possível que esses dados ainda sejam atualizados e, na realidade, não tenha acontecido qualquer aumento no total de beneficiários', explica.

Carneiro afirma que, no momento, o setor precisa se manter atento aos indicadores de emprego e desemprego. Especialmente aos trabalhos com carteira assinada nos setores de comércio, serviços e indústria dos grandes centros urbanos. Setores que, historicamente, costumam oferecer o benefício de plano de saúde aos seus colaboradores, especialmente como uma política de atração e retenção de talentos. Para se ter uma ideia da importância da geração de empregos formais para a recuperação do mercado de saúde suplementar, basta ver que o crescimento registrado nos 12 meses encerrados em abril se deve, exclusivamente, a contratação de planos empresariais. 'Infelizmente, os dados de emprego e desemprego no Brasil têm apresentado melhora com base, principalmente, no total da população empregada em trabalhos informais, o que não costuma refletir positivamente no setor de saúde suplementar', analisa.

Mesmo o plano de saúde sendo o terceiro bem mais desejado pela população, atrás apenas da casa própria e educação, como mostra pesquisa recente do Ibope, os empregos informais não dão segurança suficiente para as famílias voltarem a assumir o compromisso financeiro de um plano de saúde. Assim, ainda que haja um reaquecimento da economia, o setor de saúde suplementar permanece praticamente no mesmo ritmo que estava. Para solucionar essa questão e possibilitar que mais pessoas realizem o sonho de contar com um plano de saúde, o IESS defende a adoção de novos produtos como os planos populares e, especialmente, planos com franquia e coparticipação.

Os dados de beneficiários de cada Estado e outras informações relacionadas à contratação de planos de saúde serão publicados na 23° edição da NAB, na semana do dia 11 de junho. Acompanhe em www.iess.org.br.