Fundo para garantir aluguel não decola

"As seguradoras se apossaram desse mercado com o seguro fiança e os títulos de capitalização", afirma Maurício Gentil, idealizador e distribuidor exclusivo das cotas do Loc Fácil.
Valor Econômico - 24/05/2018

O Valor Econômico destaca que, previsto numa instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de 2006, o uso de fundos de investimento para garantia locatícia (pagamento do aluguel em caso de inadimplência do inquilino) ainda está longe de se popularizar no país. A autarquia responsável pela fiscalização do mercado de capitais confirma a existência de três fundos do gênero. Um deles entrou em operação em janeiro, outro está em fase pré-operacional e um terceiro está sendo encerrado sem nem ao menos ter sido lançado.

O principal obstáculo ao avanço do produto financeiro é o predomínio de instrumentos mais convencionais de garantia para contratos de locação imobiliária. 'A fiança tradicional [fiador] ainda responde por 60% das garantias no mercado [em termos de quantidade de operações de locação]', estima Carlos Samuel de Oliveira Freitas, presidente da Associação Brasileira das Administradores de Imóveis (Abadi), referindo-se especificamente aos mercados residencial e comercial. 'O seguro fiança representa entre 25% e 30% das garantias, dependendo da cidade', diz.

Considerando-se apenas o mercado de garantias financeiras, a situação é distinta. 'As seguradoras se apossaram desse mercado [de garantia locatícia] com o seguro fiança e os títulos de capitalização', afirma Maurício Gentil, idealizador e distribuidor exclusivo das cotas do Loc Fácil, único dos três fundos a sair do papel até agora. Com patrimônio de R$ 2,1 milhões, o fundo tem a Caixa Econômica Federal como custodiante de seus ativos e a gestora de recursos Bridge Trust como administradora.