Paris quer carvão entre riscos excluídos de seguros


CNseg - 16/05/2018

A prefeitura de Paris fez mais uma ofensiva contra a indústria de carvão, ao pedir que seguradoras e resseguradoras europeias suspendam coberturas para tais riscos. A prefeitura estuda também a possibilidade de processar empresas presentes no negócio, por danos climáticos. Nos últimos 18 meses, a prefeita Anne Hidalgo destacou que a cidade sofreu duas grandes enchentes do rio Sena e quatro ondas de calor, uma demonstração de que o aquecimento do clima já é uma realidade na França. A indústria de carvão é apontada com um dos principais responsáveis pelo aquecimento climático e fonte poluidora na Europa e no mundo.

Por meio de uma moção aprovada pela Câmara Municipal e encaminhada aos dirigentes de seguradoras, o conselho municipal de Paris enfatizou que o carvão é responsável por cerca de 23.000 mortes prematuras por ano na Europa, das quais 6.000 na Polônia - um dos países onde tem maior presença.

No texto, é lembrado que as seguradoras devem estar na linha de frente dessa batalha ambiental, visto que a mudança climática está aumentando a frequência dos desastres naturais, cujos custos, no ano passado, somaram US$ 330 bilhões. Mesmo assim, as grandes companhias europeias de seguros e resseguros ainda apoiam massivamente o setor de carvão, principalmente na Polônia.

As seguradoras, ao contrário, deveriam aumentar os recursos para as energias renováveis. Paris, desde 2015, decidiu desinvestir em combustíveis fósseis e nos setores que contribuem para as mudanças climáticas.