Lei de proteção de dados pode movimentar R$ 100 milhões no mercado de seguros

E mais: Segurança afeta decisão de usuário por banco digital. Central Nacional Unimed tem lucro de R$ 87,5 milhões e acelera crescimento. Lei das agências reguladoras avança, mas texto deverá voltar ao Senado.
Grande imprensa - 16/05/2018

Destaques

O Dia (RJ) conta que, na próxima semana, vai entrar em vigor o General Data Protection Regulation (regulamento geral sobre a proteção de dados, em tradução livre). Especialistas apontam que a lei pode movimentar R$ 100 milhões no mercado de seguros nos próximos cinco anos. 'Todas as empresas que trafegam dados vão ter que seguir essa lei. Hoje, as grandes empresas e os bancos ainda preferem fazer investimentos pesados em tecnologia da informação para evitar vazamento de dados. A nova lei deve se tornar um marco importante para o mercado de seguros de risco cibernético” avalia Gustavo Galrão, coordenador da comissão de linhas financeiras da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Reportagem do DCI informa que quase 40% dos usuários das instituições tradicionais não consideram os bancos digitais seguros. Ao mesmo tempo, porém, 54% estariam dispostos a migrar suas contas, se seus receios forem superados. O Valor Econômico completa que a grande maioria dos usuários de bancos digitais ainda possui contas em bancos tradicionais.

Na saúde, O DCI registra que, com lucro líquido de R$ 87,5 milhões no primeiro trimestre de 2018, a Central Nacional Unimed (CNU) confirma no período a curva iniciada em 2017 de recuperação do desempenho operacional. No acumulado de 12 meses, finalizados em março, o montante foi de R$ 157,2 milhões.

E o Valor Econômico destaca que a Hapvida registrou lucro líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 213,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, um avanço de 34,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Resumo das notícias 

Lei de proteção de dados deve impulsionar seguros

O Dia (RJ) conta que, na próxima semana, vai entrar em vigor o General Data Protection Regulation (regulamento geral sobre a proteção de dados, em tradução livre). A lei europeia terá um forte impacto sobre as empresas, que vão ser obrigadas a pagar multas elevadas e a notificar os seus clientes caso houver vazamento de informações em decorrência da ação de hackers. A nova lei vai ter um impacto no Brasil, principalmente nas multinacionais.

Especialistas apontam que a lei pode movimentar R$ 100 milhões no mercado de seguros nos próximos cinco anos. 'Todas as empresas que trafegam dados vão ter que seguir essa lei. Hoje, as grandes empresas e os bancos ainda preferem fazer investimentos pesados em tecnologia da informação para evitar vazamento de dados. A nova lei deve se tornar um marco importante para o mercado de seguros de risco cibernético. É preciso contar com o engajamento de clientes, empresas, governos e países para combater esse problema. Esse movimento é uma tendência global de combate à atividade criminosa de hackers', avalia Gustavo Galrão, coordenador da comissão de linhas financeiras da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

O momento, segundo ele, é de disseminar as informações sobre a possibilidade de utilizar o seguro como ferramenta de gestão. 'Algumas das grandes empresas já estão contratando o seguro de riscos cibernéticos. As empresas de pequeno e médio porte ainda precisam entender as consequências que podem ser desencadeadas com o vazamento de informações de clientes. Para que isso aconteça, esse ambiente de novas legislações sobre segurança de dados é fundamental. Hoje, o peso do vazamento de dados cai sobre as empresas. A ideia é transferir esse risco para as seguradoras', conclui Galrão.

Segurança afeta decisão de usuário

O DCI destaca que quase 40% dos usuários das instituições tradicionais não consideram os bancos digitais seguros. Ao mesmo tempo, porém, 54% estariam dispostos a migrar suas contas, se seus receios forem superados. A pesquisa é da Exceda em parceria com a Cantarino Brasileiro.

Ainda segundo o levantamento, dos usuários de bancos digitais, apenas 12% consideram a segurança um fator negativo dessas instituições.

Da outra ponta, 69% dos usuários de bancos digitais afirmam que deixariam de ser clientes da instituição se não se sentissem seguros.

“Os bancos digitais já se aprimoram e chegarão próximo às carteiras de produtos dos tradicionais”, avaliou o gerente de inovação da Cantarino Brasileiro, João Pedro Brasileiro, ontem, em palestra do Fintech View 2018.

Ele reforça que as instituições mais tradicionais também tendem a se adaptar. “Eles seguem de perto e, além de potencial e time, têm dinheiro pra bater de frente em qualquer momento”, acrescenta.

Cliente digital mantém conta em banco tradicional

O Valor Econômico informa que a grande maioria dos usuários de bancos digitais ainda possui contas em bancos tradicionais, segundo uma pesquisa realizada pela agência Cantarino Brasileiro, especializada em comunicação e marketing para o setor financeiro.

O estudo considerou usuários de bancos digitais os clientes que usam serviços de bancos on-line e de fintechs como o Nubank, que oferece a Nuconta. Desses, 94% ainda mantém contas em bancos tradicionais e 6% usam apenas os digitais. A pesquisa ainda mostrou que 59% dos usuários desses bancos têm menos de 29 anos. Os maiores de 50 anos foram apenas 7% dos entrevistados.

'Os millenials são maioria porque eles já nascem digitalizados, eles têm facilidade em usar novas tecnologias. Outro motivo é o apetite ao risco. A pessoa mais velha tem mais poupança e mais resistência em colocar em um banco digital e tirar daquela instituição com 50 ou 100 anos de história', afirma João Pedro Brasileiro, sócio da Cantarino Brasileiro.

Outro ponto da pesquisa destacado pelo executivo foi o uso dos bancos digitais pela classe C. Segundo Brasileiro, nessa faixa de renda os bancos digitais são mais usados do que os tradicionais. 'Isso mostra o poder de bancarização e o potencial de um banco digital entre as pessoas menos bancarizadas', afirma. Nas faixas A e B, o uso dos bancos tradicionais ainda é superior.

Central Nacional Unimed tem lucro de R$ 87,5 milhões e acelera crescimento

O DCI registra que, com lucro líquido de R$ 87,5 milhões no primeiro trimestre de 2018, a Central Nacional Unimed (CNU) confirma no período a curva iniciada em 2017 de recuperação do desempenho operacional. No acumulado de 12 meses, finalizados em março, o montante foi de R$ 157,2 milhões.

De janeiro a março, o resultado operacional da companhia foi de R$ 82,1 milhões, quase o dobro do desempenho no mesmo período de 2017. A melhora do indicador tem sido um dos focos da companhia desde que a nova diretoria executiva assumiu em março do ano passado. Em 2017, pela primeira vez em três anos, a companhia teve receita operacional positiva, indo R$ 64 milhões. Em 2016, o prejuízo chegou a R$ 23,3 milhões.

O presidente da CNU, Alexandre Ruschi, diz que a meta é continuar o trabalho ao longo de 2018, reduzindo assim a dependência dos resultados financeiros, que caíram 34% no ano passado e 31% no primeiro trimestre, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. “O setor é muito capitalizado em reservas técnicas, mas houve uma queda na taxa de juros no ano passado. O desafio agora é manter um resultado operacional positivo. Esse foi nosso esforço em 2017 e vamos continuar em 2018. Toda empresa precisa”, comentou ele.

Hapvida termina trimestre com lucro e receita maiores

O Valor Econômico destaca que a Hapvida registrou lucro líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 213,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, um avanço de 34,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita líquida subiu 22,8% na mesma base de comparação, para R$ 1,09 bilhão. O avanço da receita foi em função do aumento do número de beneficiários e do valor médio dos planos.

No segmento de saúde, o número de beneficiários subiu 8,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017, para 2,27 milhões de pessoas, com valor médio de R$ 160,22, um avanço anual de 12,9%. Já nos planos odontológicos, a alta foi de 22,7%, para 1,56 milhão de beneficiários, com valor médio de R$ 11,78, queda de 4,9% na mesma base de comparação.

Lei das agências reguladoras avança, mas texto deverá voltar ao Senado

Reportagem do Valor Econômico relata que, depois de um ano e meio parado, o projeto de lei geral das agências reguladoras voltou a avançar. Um novo texto está sendo costurado na Câmara dos Deputados. Ele preserva iniciativas já aprovadas pelo Senado em novembro de 2016, como requisitos mais rígidos para a indicação de dirigentes, mas deve mexer em outras questões importantes que não estavam contempladas até agora. Hoje espalhadas por diversos ministérios setoriais, as agências podem migrar para a estrutura de uma única pasta - provavelmente o Planejamento - e ganhar mais autonomia financeira.

Os ajustes finais serão feitos até o fim da próxima semana e a intenção é aprovar o PL 6.621/16 na virada do mês, segundo o deputado Danilo Forte (PSDB-CE), relator do projeto. A votação está prevista para ocorrer em caráter terminativo na comissão especial que analisa o assunto. Haveria necessidade de levá-lo para plenário apenas em caso de um requerimento com a assinatura de pelo menos 51 deputados.

Em uma das alterações mais relevantes, Forte está fechando com consultores legislativos a blindagem das agências contra o contingenciamento orçamentário de receitas próprias. É o caso dos recursos do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) que deveriam ir para a Anatel, da taxa de fiscalização dos serviços de energia elétrica (TFSEE) aplicada pela Aneel e da fatia de royalties do petróleo qu