Susep cria comissão para analisar DPVAT

E mais: Swiss Re prevê que a demanda de produtores brasileiros por seguros crescerá em 2018. Especialistas recomendam ter seguro para casos de doença ou perda de renda. Começa hoje quinta edição da Semana Nacional de Educação Financeira
Grande Imprensa - 14/05/2018

Antonio Penteado Mendonça, em sua coluna no Estado de S. Paulo aborda que a Susep criou comissão para analisar o futuro do DPVAT, e a expectativa é de que ele possa ser substituído por outro nos moldes de modelo europeu.

Ainda no Estado de S. Paulo, a coluna Broadcast Agro traz que o grupo suíço Swiss Re prevê que a demanda de produtores brasileiros por seguros que não contem com contrapartida do governo federal crescerá em 2018.

O Globo orienta como formar um colchão financeiro quando se é autônomo. Especialistas recomendam aplicar 10% dos ganhos e ter seguro para casos de doença ou perda de renda.

Susep criou comissão para analisar o futuro do DPVAT

No Estado de S. Paulo, Antonio Penteado Mendonça, escreve que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou uma comissão para analisar o futuro do DPVAT, o seguro obrigatório de veículos, com forte viés de substituí-lo por outro de responsabilidade civil nos moldes do seguro obrigatório para veículos europeu.

Ele aponta que, curiosamente, de acordo com as atas das reuniões, a Susep e o Ministério da Fazenda são favoráveis ao novo seguro, enquanto as seguradoras se batem pela manutenção do DPVAT, com as alterações necessárias a adequá-lo à realidade brasileira, que, diga-se de passagem, não são muitas e fazem muito mais sentido.

Mendonça avalia que o DPVAT é uma invenção brasileira que deu certo. Além disso, na prática, o DPVAT é o único arrimo de uma massa impressionante de pessoas das classes D e E, que têm seus familiares vitimados por acidentes de trânsito.

E ressalta que não duvida da capacidade profissional dos técnicos da Susep e do Ministério da Fazenda, mas diz que pouquíssimos deles têm prática de campo no setor de seguros. “Basta ler algumas condições que são impostas ao mercado para ver que eles não sabem como é a rotina de uma seguradora e como acontecem as regulações e liquidações de sinistros”.

Demanda de produtores brasileiros por seguros deve crescer

A coluna Broadcast Agro, no Estado de S. Paulo, informa que o grupo suíço Swiss Re prevê que a demanda de produtores brasileiros por seguros que não contem com contrapartida do governo federal crescerá em 2018 e sustentará um aumento de 10% a 20% da carteira agrícola ante 2017, que somou R$ 170 milhões.

Guilherme Perondi, diretor comercial da Swiss Re Corporate Solutions, um dos braços do grupo, diz que o maior interesse deve ser por coberturas diferenciadas contra adversidades climáticas e também seguros para garantia de renda.

A seguradora investiu pesado nos últimos três anos para criar modelos de seguro adaptados à diversidade da agropecuária brasileira. Em 2017, desembolsou cerca de R$ 400 milhões em uma joint venture com a Bradesco Seguros, pela qual teve acesso à rede de distribuição do grupo.

Também ampliou a base de dados climáticos, essencial para adaptar os produtos para várias regiões do País. Em 2017, a Swiss Re Corporate Solutions ficou em 4.° lugar no ranking de seguradoras do Brasil com maior carteira para o agronegócio.

Especialistas recomendam seguro para casos de doença ou perda de renda

O Globo publica que trabalhar por conta própria exige do autônomo um planejamento financeiro que compense a ausência dos benefícios de quem tem carteira assinada, como uma renda fixa, aposentadoria e cobertura do INSS em caso de afastamento do trabalho por acidente ou invalidez. O ideal, sugerem especialistas, é separar 10% dos ganhos mensais para aplicar em uma carteira diversificada de investimentos de baixo risco e alguns seguros pessoais.

A quem não contribui com o INSS, recomenda-se ainda investir em seguros de vida, acidentes pessoais e prestamista — que cobre dívidas em caso de morte, invalidez e até perda de renda do segurado —, aconselha Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

O mercado de seguros de pessoas, que inclui vida, acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, fechou 2017 com R$ 34,53 bilhões em prêmios, resultado 10,90% superior aos R$ 31,13 bilhões registrados em 2016, de acordo com a instituição.

“Com a retomada do crescimento econômico, esperamos manter o ritmo de expansão, com mais brasileiros contratando seguros para proteção pessoal e familiar”, diz Franco.

Euler Hermes apresenta novo seguro de crédito

O DCI relata que novo produto da Euler Hermes representará de 10% a 15% dos novos negócios da empresa. Trata-se de um seguro de crédito que, na mesma apólice, o cliente contará com os benefícios tradicionais e cobertura não cancelável.

Evento quer ampliar acesso à educação financeira no País

O Estado de S. Paulo noticia que começa hoje e vai até o próximo sábado a quinta edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), organizada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) – composto por representantes de órgãos como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Com diversas palestras e atividades pelo País, o objetivo do evento, com participação do Estado, é aumentar a conscientização sobre a educação financeira – de como preparar um orçamento familiar a como se planejar para a aposentadoria.

Já o Valor Econômico antecipa dados da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), que serão apresentados hoje na abertura da quinta edição da Semana Enef, em Brasília. De acordo com o jornal, radiografia da AEF Brasil identificou mais de 1,3 mil instituições em todo o Brasil que se dedicam a educação financeira, 72% acima do levantamento de 2013.