A decisão do governo de incluir terapias alternativas na cobertura do SUS é correta?


Folha de S.Paulo - 16/04/2018

Em discussão na Folha de S.Paulo sobre a inclusão de terapias alternativas no SUS, Henrique Batista e Silva, secretário-geral do Conselho Federal de Medicina (CFM), é contra a medida e diz que “no Brasil, assim como na maioria dos países do Ocidente, o diagnóstico e o tratamento de doenças são conduzidos a partir de procedimentos cientificamente comprovados. Isso implica considerar válidos para a boa assistência aos pacientes apenas os medicamentos, métodos e abordagens terapêuticas que contam com validação científica. Ou seja, após passarem por todas as etapas da pesquisa e da experiência clínica, conseguem acumular conclusões fortes o suficiente de que seus riscos são reduzidos e de que há maiores chances de êxito após a aplicação. Tal zelo preserva o binômio segurança e eficácia, fundamental para a prática médica”.

Por outro lado, ainda na Folha, Daniel Amado, coordenador de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde do Ministério da Saúde, é a favor e diz que “o recente avanço na oferta de terapias alternativas —nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde incorporou 24 modalidades— reforça o compromisso com uma saúde pública cada vez mais voltada à prevenção de doenças e qualidade de vida dos cidadãos. Um modelo mais resolutivo e, associado à expansão da atenção básica e da atuação dos agentes comunitários de saúde, mais preparado para responder a desafios impostos pelo envelhecimento populacional e aumento das doenças crônicas não transmissíveis”.