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Cresce procura por viagens internacionais e seguros anuais

E mais: Ministro da saúde deixa o cargo. A mudança no comportamento do consumidor que impulsionou o seguro de pessoas. BC indica nova queda nos juros

Grande imprensa - 28 de Março de 2018

Destaques

 

O Valor Econômico informa que os preços médios do seguro auto na cidade do Rio tiveram um aumento de 74,8% nos últimos dois anos, passando de R$ 1.905,12 no início de 2016 para R$ 3.728,33 no começo deste ano. 'Buscamos a precificação correta para refletir a realidade do Rio de Janeiro. De fato, lá a taxa é mais alta que a média', afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica.

 

Reportagem do jornal O Dia destaca a mudança de comportamento do consumidor que impulsionou o seguro de pessoas. 'Temos uma população mais preocupada com a violência. Mas é um assunto delicado. Por isso, o corretor precisa ter qualificação para saber abordar o cliente. A pergunta é: 'E se a sua vida for interrompida? Você se preocupa em deixar a sua família protegida?'. São questões que precisam ser abordadas da maneira certa', explica.

 

O Valor Econômico avalia que a indicação de Vinicius Albernaz, com “apenas” dez anos de empresa, à presidência da Bradesco Seguros quebra a tradição de liderança de executivos criados dentro de casa.

 

Na saúde, a Folha Online informa que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, entregou sua carta de demissão nesta terça-feira (27) ao presidente Michel Temer. 'Já limpei as gavetas, estou pronto para a Câmara dos Deputados', disse. Entre os cotados para o lugar do ministro está o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi.

 

Na economia, o Estadão destaca que o Banco Central confirmou ontem a perspectiva de que, diante da inflação mais baixa que o esperado, o juro básico da economia deve cair novamente 0,25 ponto em maio, para o inédito patamar de 6,25%.

 

 

Resumo das notícias 

Seguradoras revisam atuação no Rio com aumento da criminalidade

Reportagem do Valor Econômico informa que o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro levou as seguradoras a reavaliarem a atuação no Estado, com alta de preços e mais restrição para aceitar os riscos. Os dois principais produtos afetados foram o seguro de automóveis e o de transporte de cargas.

Pesquisa realizada pela corretora de seguros Bidu a pedido do jornal mostrou que os preços médios do seguro auto na cidade do Rio tiveram um aumento de 74,8% nos últimos dois anos, passando de R$ 1.905,12 no início de 2016 para R$ 3.728,33 no começo deste ano. O bairro com maior aumento no preço foi Botafogo, com alta de 165,29%, para R$ 3.874,00.

Para o levantamento, que mediu a evolução dos preços em 20 bairros cariocas, a corretora usou como parâmetro o perfil de um homem de 40 anos, casado e dono de um Gol, o carro mais vendido até outubro do ano passado, segundo dados da Fenabrave.

'Desde 2016, começamos a ver uma mudança na precificação e na avaliação que as seguradoras passaram a fazer. A inflação influenciou, mas o maior componente foi a sinistralidade', afirma Marcella Ewerton, responsável pelo marketing da Bidu. Nesse período de dois anos, a inflação acumulada medida pelo IPCA ficou em 9,42%.

Diante desse cenário, a SulAmérica, uma das principais seguradoras de automóveis do Estado, revisou seus processos internos de avaliação de risco, mudou premissas e o sistema de cotação, segundo o presidente Gabriel Portella. A revisão dos preços passou a ser diária, de acordo com o risco da localidade.

'Buscamos a precificação correta para refletir a realidade do Rio de Janeiro. De fato, lá a taxa é mais alta que a média', afirma.

A SulAmérica também tem buscado aumentar a participação em outras regiões do Brasil em que não tinha grande presença. Com isso, conseguiu reduzir o índice de sinistralidade de 66,9% em 2016 para 65,5% no ano passado.

Na Porto Seguro, o ano passado foi de recomposição de margem operacional, para equilibrar a queda no resultado financeiro. Na publicação do balanço do quarto trimestre, o diretor de relações com investidores, Marcelo Picanço, contou que a melhora veio de aumento de preço, e não de expansão de mercado. O executivo afirmou ainda que a empresa buscou aprimorar a disciplina de subscrição, avaliando melhor os riscos antes de aceitar novas apólices.

As transportadoras de cargas também sofrem com a situação e, por consequência, as seguradoras. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o volume de sinistros do ramo subiu 109,5% de 2016 para 2017, passando para R$ 134,5 milhões. José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, diz que a seguradora sentiu o aumento da frequência dos sinistros e lembra que, nesse ramo, as despesas são mais altas no caso de um roubo.

'Temos investido no departamento de gestão de risco que analisa cada região e gera orientações para os clientes de como mitigar os riscos e ser mais eficientes no transporte', afirma o executivo. Segundo ele, a Tokio Marine não deixou de aceitar novas apólices por conta do aumento do risco, mas que o ajuste de preço é feito.

“Muitas seguradoras estão exigindo escolta, o que é muito caro para ser contratado. Além disso, para produtos de alto valor agregado, como celulares e computadores, Os ofícios envolvem indícios de crime identificados tanto em procedimentos administrativos sancionadores como no curso da atuação geral da autarquia. algumas exigem que o transporte seja feito em várias viagens para reduzir o potencial prejuízo”, diz Venâncio Moura, diretor de segurança do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga).

O presidente da seguradora francesa Axa no Brasil, Philippe Jouvelot, não acredita que os preços tenham subido a ponto de inviabilizar a contratação por parte das transportadoras, embora não abra a taxa de ajuste aplicada pela sua instituição.

Com apenas 10 anos de casa, Albernaz assume comando da Bradesco Seguros

O Valor Econômico avalia que a indicação de Vinicius Albernaz à presidência da Bradesco Seguros quebra a tradição de liderança de executivos criados dentro de casa. Ele assume a posição com cerca de dez anos de trabalho dentro da instituição financeira, depois de passagens por Icatu, Credit Suisse e GP Asset.

A seguradora, que responde por um terço dos números do banco, tem formado presidentes da instituição financeira. Esse é o caso de Octavio de Lazari Junior, que deixou o posto recentemente para assumir a presidência do Bradesco, e de Luiz Carlos Trabuco Cappi, o presidente anterior. Nos dois casos, no entanto, os executivos possuíam mais de 40 anos de casa.

A indicação já marca o início da gestão de Lazari à frente do conglomerado e dá sinais de como deve ser o estilo do novo presidente. A passagem de Albernaz pela seguradora foi curta e focada na gestão das reservas técnicas. Ele volta para o negócio exatamente no momento em que o resultado financeiro perde peso no balanço da seguradora na esteira da queda da taxa de juros.

Em 2017, o faturamento da Bradesco Seguros totalizou R$ 76,3 bilhões, alta de 6,8% na comparação com o ano anterior, com lucro de R$ 5,53 bilhões, leve queda de 0,3%. O resultado financeiro caiu 10% e totalizou R$ 5,49 bilhões. Os números foram puxados sobretudo pelas operações de vida e previdência e saúde.

O avanço do seguro de pessoas

O jornal O Dia (RJ) informa que um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) sobre a movimentação financeira do setor no ano passado traz um dado revelador sobre uma nova tendência do mercado. Pela primeira vez, a arrecadação do seguro de pessoas superou o seguro de autos no país. Em 2017, o segmento recebeu R$ 34,5 bilhões na cobertura de pessoas, que inclui seguro coletivo e individual. A arrecadação com veículos segurados foi de R$ 33,8 bilhões, ainda de acordo com a CNseg.

O economista Lauro Faria, que atua no Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, órgão ligado à Escola Nacional de Seguros, atribui esse fenômeno ao aumento do consumo com o uso do cartão de crédito. É que o consumidor, quando faz compras em prestações, pode deixar de pagar as parcelas se ficar inválido ou perder o emprego. Em caso de morte, os parentes não 'herdam' a dívida. 'O crédito no Brasil ainda é restrito em comparação a outros países. A tendência é de aumento do crédito e desse tipo de seguro', projeta o economista.

Marcelo Guedes Lopes, superintendente comercial da seguradora Mongeral Aegon, acredita que há outros fatores responsáveis pelo crescimento do seguro de pessoas no país. Para ele, essa mudança de cenário passa pela violência e pela qualificação dos corretores. 'Temos uma população mais preocupada com a violência. Mas é um assunto delicado. Por isso, o corretor precisa ter qualificação para saber abordar o cliente. A pergunta é: 'E se a sua vida for interrompida? Você se preocupa em deixar a sua família protegida?'. São questões que precisam ser abordadas da maneira certa', explica.

O analista de sistemas Enio Pires de Abreu, por exemplo, faz parte dessa estatística. Morador do Cachambi, na Zona Norte do Rio, ele tem 38 anos, é casado e tem dois filhos pequenos. Enio acabou sendo sensibilizado por um corretor, que conversou com os funcionários na empresa onde ele trabalha. 'Ele passou para o pessoal algumas opções de seguro. Gostei da abordagem. Ele não queria vender o seguro mais caro. Queria atender a necessidade do cliente', lembra. A ideia, segundo ele, era assegurar uma renda extra para o estudo dos filhos por 15 anos em caso de invalidez, doença ou morte. 'É a garantia de uma renda que possa cobrir os estudos e a alimentação deles. O valor do seguro se enquadra no meu orçamento', explica.

Cresce procura por viagens internacionais e seguros anuais

O portal Mercado & Eventos anota que, segundo pesquisa realizada pela Assist Card, o brasileiro viajou 32% a mais no primeiro bimestre de 2018 em comparação ao mesmo período de 2017. O aumento da intenção por viagens internacionais também pode ser detectado pelo aumento da procura de seguros anuais. A pesquisa apontou um aumento de 122% em comparação a janeiro de 2017. Esta opção de seguro oferece ao viajante a cobertura durante os 365 dias do ano, para qualquer lugar do mundo.

“O câmbio foi um dos principais fatores de estímulo para os brasileiros viajarem para o exterior nos últimos meses. E o resultado do aumento na procura pelo seguro mostra que os viajantes planejam realizar, ao menos, duas viagens para o exterior em 2018”, revela Alexandre Camargo, Country Manager da empresa para o Brasil.

Caixa não está quebrada, diz vice-presidente do banco

O Valor Econômico registra que o vice-presidente de finanças da Caixa, Arno Meyer, afirmou que o banco enfrentou críticas na imprensa por sua posição de capital e houve quem dissesse que a instituição estaria quebrada. 'Nada disso é verdadeiro', disse o executivo, durante entrevista coletiva sobre os resultados da Caixa em 2017. No período, o banco estatal atingiu lucro contábil de R$ 12,5 bilhões.

Segundo Meyer, a questão do capital do banco estatal está equacionada, mas a posição restrita ainda limita as possibilidades de expansão no crédito. Se as regras de Basileia 3 já estivessem plenamente em vigor, a Caixa teria encerrado o ano passado com 10,6% de capital de nível 1, acima dos 9,5% exigidos para o início de 2019.

'O capital está equacionado, mas com restrição para a concessão de crédito', disse o executivo. Com a posição atual, a Caixa não tem espaço em seu balanço para acelerar na oferta de financiamentos. De acordo com Meyer, o banco vem avançando em uma série de indicadores e, pela primeira vez na sua história, terminou o ano com índice de eficiência operacional abaixo do patamar de 50%.

Seguros

A Caixa aprovou nesta segunda-feira (26), em assembleia geral extraordinária da Caixa Seguridade, a prorrogação do prazo para finalização das análises referentes às negociações com a francesa CNP Assurances. A parceria envolve os seguros de vida, prestamista e a área de previdência. Não foi divulgada, no entanto, a nova data limite.

Caixa poderá retomar empréstimos a Estados

Já o Estadão anota que o presidente Michel Temer deve assinar ainda hoje o parecer redigido pela AGU que vai permitir à Caixa, BNDES e BB retomarem os empréstimos para Estados e municípios tendo como garantia o FPM e o FPE. O jornal apurou que o parecer da AGU ficou pronto ontem e contraria entendimento do conselho de administração da Caixa. A medida ocorre no momento em que Temer anuncia que vai concorrer à reeleição e beneficia os maiores cabos eleitorais de uma campanha – governadores e prefeitos, que terão dinheiro disponível para obras.

A ministra Grace Mendonça deu o embasamento jurídico para a retomada dos empréstimos. Ela concluiu que a receita com os fundos não pode ser considerada tributo. Oferecê-los como garantia não seria, portanto, inconstitucional.

Ricardo Barros deixa Ministério da Saúde e dá início à reforma ministerial

A Folha Online informa que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, entregou sua carta de demissão nesta terça-feira (27) ao presidente Michel Temer. Ele é o primeiro dos 11 ministros que deixarão seus cargos até 7 de abril para disputar eleições em outubro.

A saída havia sido anunciada pelo ministro em uma entrevista para a imprensa em que ele divulgou um balanço das últimas ações na pasta. Na sequência, ele participou de um evento no Palácio do Planalto para entrega de insígnias da Ordem do Mérito Médico. 'Já limpei as gavetas, estou pronto para a Câmara dos Deputados', disse Barros após o evento.

Entre os cotados para o lugar do ministro está o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, também do PP. A definição dependerá de uma conversa entre o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), e Temer, prevista para quarta-feira (28).

BC indica nova queda do juro básico em maio

O Estadão destaca que o Banco Central confirmou ontem a perspectiva de que, diante da inflação mais baixa que o esperado, o juro básico da economia deve cair novamente 0,25 ponto em maio, para o inédito patamar de 6,25%. Apesar do tom assertivo, o Comitê de Política Monetária (Copom) frisou que há “condicionalidades” e, se o quadro mudar, o plano pode ser cancelado. A ata do mais recente encontro do Comitê deixou claro ainda que, após maio, não há chance de nova redução da Selic.

O documento divulgado ontem diz que nas últimas semanas ficou clara a “necessidade de ajuste da política monetária em relação ao movimento que havia sido sinalizado como mais provável”. Inicialmente, o BC sinalizara que os cortes de juro terminariam em março, com juro em 6,50% – o atual patamar.