Banco público perde espaço e reduz participação no crédito


Valor Econômico - 13/03/2018

Em editorial, o Valor Econômico comenta que os bancos públicos ainda dominam o mercado financeiro, mas perderam espaço nos últimos anos. Ao final de 2017, as instituições de controle estatal detinham 54,2% do estoque total de crédito, que fechou o ano em R$ 3,086 trilhões. Houve um pequeno recuo em comparação com os 56% de 2016 e até mesmo dos 55,8% de 2015.

O encolhimento pode ser medido nas diversas modalidades de empréstimos com recursos direcionados, chegando a 16,9% no crédito rural, a 16,2% no financiamento imobiliário e a 11,8% nas linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O que se discute agora é se está em curso a redução da atuação dos bancos públicos, que ganhar ganharam impulso no governo do PT, como instrumento de implementação de políticas anticíclicas adotadas por ocasião da crise financeira internacional.

Nesse sentido, a questão, continua o jornal. é se não faltará durante a retomada. “Quem se lembra do desastre que foram os bancos estaduais põem em dúvida a necessidade da existência de instituições públicas comerciais. Mesmo o governo atual assume posição dúbia ao manter a velha prática de distribuir politicamente os cargos de direção dos bancos e pensar em recorrer aos bancos públicos para financiar programas de segurança de Estados e municípios. Mas há dúvidas se os bancos privados e o mercado de capitais podem atender essa demanda, especialmente no caso da infraestrutura, financiamento da habitação para as classes mais baixas, saneamento e agricultura”, finaliza.