R$ 100 bilhões dos investimentos em saúde em 2017 foram desperdiçados

E mais: A disputa pelo balcão de seguros da Caixa. Resseguradoras emitem R$ 10,2 bi em 2017. Comissão pode votar parecer sobre novas regras para seguros privados.
Grande imprensa - 13/03/2018

Destaques

 

Na saúde suplementar, reportagem do Correio Braziliense revela que R$ 100 bilhões dos investimentos em saúde em 2017 foram desperdiçados. “Tratamentos mais caros são indicados quando um mais simples daria uma assistência melhor. Órteses e próteses são utilizadas excessivamente e o preço praticado é ‘de acordo com o freguês’, por falta de regulação. É preciso transparência nos processos. A regulação assimétrica regula a ponta, os planos de saúde, mas não estende aos demais elos da cadeia, de médicos a fornecedores”, aponta o superintendente de regulação da FenaSaúde, Sandro Leal.

 

O Estado de Minas registra que o ministro da Saúde deve deixar o cargo antes do prazo de desincompatibilização, mas pretende influenciar na sucessão. 'Queremos nomear amigos, logo não deixaremos no sereno. Nem um dia. Não está decidido e não queremos expor ninguém', declarou o ministro.

 

O Estado de S. Paulo informa que a venda do balcão de seguros da Caixa movimenta os corredores do banco e que “o BTG tenta abocanhar o negócio”.

 

O portal Sonho Seguro informa que o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 11 bilhões em 2017, alta  de 8,4% em comparação aos R$ 10,1 bilhões registrados em 2016, de acordo com relatório divulgado pela Terra Brasis Resseguros.

 

A Zurich anuncia 19 aquisições para crescer em seguro viagem na AL, reproduz o site do Sindseg SP e o Estadão informa que a Swiss RE Corporate Solutions completa time de executivos.

 

Folha Nobre (RO) registra que a Comissão Especial sobre Seguros Privados (PL 3139/15) reúne-se nesta terça-feira (13) para votar o parecer do relator, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP). O projeto, do deputado Lucas Vergílio (SD-GO), pode representar o fim da proteção veicular comercializada por associações e cooperativas.

 

Editorial do Valor Econômico comenta que banco público perde espaço e reduz participação no crédito. “Mas há dúvidas se os bancos privados e o mercado de capitais podem atender essa demanda, especialmente no caso da infraestrutura, financiamento da habitação para as classes mais baixas, saneamento e agricultura”, avalia o jornal.

 

 

Resumo das notícias 

 

Disputa pelo balcão de seguros da Caixa

O Estado de S. Paulo informa que a venda do balcão de seguros da Caixa movimenta os corredores do banco, que tem expectativa de fechar o negócio no começo deste ano. O contrato permite que a empresa use as agências do banco para oferecer seguros de imóveis e carro, entre outros, até dezembro de 2040.

Envolvidos dizem que o BTG tenta abocanhar o negócio. Procurado, o banco de André Esteves não comenta. A atual sócia da Caixa Seguridade é a francesa CNP Assurances, que busca se manter. A francesa tem interesse em parceria com a Caixa para uma nova empresa em seguros nas áreas de seguro de vida e previdência privada.

 

Resseguradoras emitem  R$ 10,2 bi em 2017

O portal Sonho Seguro informa que o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 11 bilhões em 2017, alta  de 8,4% em comparação aos R$ 10,1 bilhões registrados em 2016, segundo uma prévia do Terra Report, relatório divulgado pela Terra Brasis Resseguros. Deste volume, R$ 7,97 bilhões (72% do total) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 7,9%. O resseguro emitido pelas resseguradoras locais (bruto de comissão) foi de R$ 10,2 bilhões, alta de 16% em relação ao período anterior.

Os autores do estudo destacam que as resseguradoras locais aceitaram riscos do exterior (bruto de comissão) estimados em R$ 2,26 bilhões contra R$ 1,44 bilhão no ano anterior, um crescimento de 57%.

A sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 59% contra os 66% registrados um ano antes. O Combined Ratio ficou em 92%, uma melhora em comparação aos 96% apresentados em 2016.

 

Comissão pode votar parecer sobre novas regras para seguros privados

A Folha Nobre (RO) registra que a Comissão Especial sobre Seguros Privados (PL 3139/15) reúne-se nesta terça-feira (13) para votar o parecer do relator, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP).

O projeto, do deputado Lucas Vergílio (SD-GO), pode representar o fim da proteção veicular comercializada por associações e cooperativas. O autor entende que as associações são um risco para o consumidor e não estão sujeitas às mesmas regras das empresas de seguro, que pagam tributos e são obrigadas a manter uma reserva financeira equivalente ao valor dos bens segurados.

A proposta proíbe associações, cooperativas e clubes de benefícios, pessoas naturais e jurídicas, de constituir, operar, comercializar ou realizar contratos de natureza securitária, ou quaisquer produtos que prevejam coberturas, ressarcimentos, indenizações e proteção para quaisquer fins, inclusive aqueles que sejam assemelhados ou idênticos aos de seguros de danos ou de pessoas, assim como instituir e administrar fundos mútuos.

A expectativa é que o relatório de Vinícius Carvalho, no entanto, regulamente a proteção veicular promovida por associações que funcionam como uma espécie de cooperativa. Em novembro do ano passado, o relator afirmou que, se existe esse tipo de produto, é porque o mercado tem espaço. “O que não é permitido é que esse produto não siga uma regra comum ao mesmo tipo de prática econômica.”

Zurich anuncia 19 aquisições para crescer em seguro viagem na AL

No site do Sindseg SP, a Zurich Insurance anunciou nesta segunda-feira (12) a compra de 19 empresas de seguros de viagem para ampliar sua presença na América Latina. No Brasil, a companhia adquiriu a Asistbras, que opera sob a marca 'Travel Ace', e a Universal Assistance. Os termos financeiros da operação não foram revelados. Os acordos devem ser concluídos no segundo trimestre.

O chefe da divisão de seguros de viagem da Zurich, Mike Emmett, disse que a operação é uma oportunidade para reformular esse mercado na América Latina. 'Essa transação nos dá acesso imediato a novos clientes e maior escala na América Latina, que está entre os mercados de crescimento mais rápido nesse segmento', afirmou, em nota.

A Zurich afirma que, combinadas, as duas empresas brasileiras são vice-líderes no mercado local.

 

Swiss RE Corporate Solutions completa time de executivos

 

Na esteira da joint venture com a Bradesco Seguros, a Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros acaba de fechar o time, capitaneado por Luciano Calheiros, CEO da empresa, anota O Estado de S. Paulo. Emanuel Baltis será o novo diretor técnico responsável por todas as linhas de negócios e Eduardo Fabiano Alves assumirá a diretoria financeira. Cristina Aiach Weiss está à frente da Diretoria de RH. Completam o time Guilherme Perondi Neto, que assumiu a gestão comercial em 2017 e coordena todo o relacionamento e as iniciativas com a Organização de Vendas (OV) da Bradesco Seguros, e Beatriz de Moura Campos Mello Almada, Diretora Jurídica que chegou à seguradora em 2011, com a aquisição da antiga UBF.

 

Banco público perde espaço e reduz participação no crédito

Em editorial, o Valor Econômico comenta que os bancos públicos ainda dominam o mercado financeiro, mas perderam espaço nos últimos anos. Ao final de 2017, as instituições de controle estatal detinham 54,2% do estoque total de crédito, que fechou o ano em R$ 3,086 trilhões. Houve um pequeno recuo em comparação com os 56% de 2016 e até mesmo dos 55,8% de 2015.

O encolhimento pode ser medido nas diversas modalidades de empréstimos com recursos direcionados, chegando a 16,9% no crédito rural, a 16,2% no financiamento imobiliário e a 11,8% nas linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O que se discute agora é se está em curso a redução da atuação dos bancos públicos, que ganhar ganharam impulso no governo do PT, como instrumento de implementação de políticas anticíclicas adotadas por ocasião da crise financeira internacional.

Nesse sentido, a questão, continua o jornal. é se não faltará durante a retomada. “Quem se lembra do desastre que foram os bancos estaduais põem em dúvida a necessidade da existência de instituições públicas comerciais. Mesmo o governo atual assume posição dúbia ao manter a velha prática de distribuir politicamente os cargos de direção dos bancos e pensar em recorrer aos bancos públicos para financiar programas de segurança de Estados e municípios. Mas há dúvidas se os bancos privados e o mercado de capitais podem atender essa demanda, especialmente no caso da infraestrutura, financiamento da habitação para as classes mais baixas, saneamento e agricultura”, finaliza.

R$ 100 bilhões dos investimentos em saúde em 2017 foram desperdiçados

Reportagem do Correio Braziliense revela que o sistema de saúde no Brasil vive um paradoxo. Enquanto milhões de brasileiros sofrem com a falta de médicos, leitos e medicamentos nos hospitais, o setor desperdiça uma quantia bilionária com procedimentos malfeitos, exames desnecessários, erros médicos e ambulatoriais, excesso de consumo de materiais e fraudes. Em 2017, essa conta chegou a R$ 100 bilhões, 20% dos R$ 500 bilhões gastos pelos setores público e privado. E, segundo dados da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), de 2% a 3% desses recursos foram desviados em esquemas de corrupção.

Os números consideram os gastos do setor público — nas esferas federal, estadual e municipal —, do setor privado e também aquilo que os brasileiros desembolsam com planos de saúde, clínicas particulares e remédios. Os dados são resultados de correlações de estudos feitos em universidades dos Estados Unidos e outras compilações de pesquisas do setor.

O presidente da Anahp, Francisco Balestrin, explica que a perda de recursos é classificada em três níveis: clínico, operacional e gestão. “O desperdício clínico tem a ver com diagnósticos mal feitos, pacientes que não recebem tratamento correto, antibióticos inadequados e mais exames do que precisam. Os operacionais são oriundos de má gestão. Em vez de o exame ser feito na hora, atrasa quatro horas, com isso, desperdiça-se tempo. O centro cirúrgico precisa ser limpo e liberado para outro atendimento, esse tempo pode ser de 30 minutos ou 1h30. O de gestão diz respeito, principalmente, ao sistema de cobrança lento. O hospital leva entre 60 e 90 dias para receber e ainda usa papel, o sistema não é informatizado”, detalha.

Um dos principais desperdícios da saúde é a quantidade de exames realizados e a campeã é a saúde suplementar, que envolve os planos de saúde. As taxas de utilização de tomografia computadorizada, 146,8 por mil beneficiários, e de ressonância nuclear magnética (147,1) superam as médias de utilização dos países-membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que são 144,1 e 67 por mil beneficiários, respectivamente, segundo dados da Federação Nacional de Saúde Complementar (FenaSaúde).

Além de caros, esses procedimentos representam riscos para a saúde. A exposição à radiação da tomografia pode provocar câncer. “Tratamentos mais caros são indicados quando um mais simples daria uma assistência melhor. Órteses e próteses são utilizadas excessivamente e o preço praticado é ‘de acordo com o freguês’, por falta de regulação. É preciso transparência nos processos. A regulação assimétrica regula a ponta, os planos de saúde, mas não estende aos demais elos da cadeia, de médicos a fornecedores”, aponta o superintendente de regulação da FenaSaúde, Sandro Leal.

Existem ainda as fraudes como emissão de notas falsas, simulação de atendimentos e prescrição de tratamentos que são até mesmo contraindicados pelos conselhos profissionais, além da postergação de alta hospitalar para garantir o leito. “A lógica econômica que persiste no setor é perversa, remunera o desperdício, o gasto desnecessário. A grande mudança tem que passar a remunerar a qualidade do serviço médico e não o volume”, completa Leal. Segundo ele, nos últimos 10 anos, a conta dos planos de saúde fechou no vermelho em seis.

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que, em 2016, as fraudes custaram R$ 14 bilhões em contas hospitalares e R$ 11 bilhões em relação aos exames.

TST permite mudança no plano de saúde dos Correios

O Globo registra que O Tribunal Superior do Trabalho (TST) autorizou ontem os Correios a fazerem mudanças no plano de saúde de seus funcionários, que passarão a pagar mensalidade proporcional ao salário e ao número de dependentes para manter o benefício. Além disso, pais dos empregados serão excluídos do plano em julho de 2019.

O julgamento foi criticado por representantes dos trabalhadores da estatal, que convocaram uma greve ontem para protestar contra as mudanças no plano. Atualmente, não há pagamento de mensalidade, e a coparticipação do beneficiário é de 7% do valor das consultas, situação que os Correios consideram insustentável para suas contas.

Quem ganha R$ 2.500, pagará 2,5% do plano de saúde, ou R$ 62,50 por mês. Os filhos e cônjuges desse funcionário também pagarão percentuais sobre essa mensalidade de R$ 62,50, de 35% e 60%, respectivamente. Quanto maior o salário, maior o percentual a pagar do plano.

“O salário médio dos carteiros é de R$ 1.600. Ficamos decepcionados porque não entendemos como o Tribunal alterou as cláusulas já negociadas entre a empresa e os trabalhadores em acordo coletivo”, disse o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), José Gandara.

Barros deixará Saúde antes do prazo e quer indicar 'amigo' como substituto

O Estado de Minas informa que o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), decidiu deixar o governo antes de 7 de abril, prazo final para que ministros que disputarão as eleições se desincompatibilizem dos cargos. Candidato à reeleição de deputado federal, ele retomará o mandato parlamentar na última semana de março para poder assumir a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, colegiado responsável por analisar o Orçamento da União de 2019.

A tendência é de que Barros deixe o governo em 28 de março, dez dias antes do prazo final para desincompatibilização. Essa é a data em que está prevista a instalação e eleição do presidente e relator da comissão mista de orçamento. A relatoria do colegiado deve ficar com o senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo no Senado. 'Saio até o dia da instalação da CMO', admitiu o ministro ao Broadcast Político.

Barros afirmou que o PP quer indicar algum 'amigo' para substituí-lo no comando do Ministério da Saúde, mas não quis falar nomes para não 'expor' os cotados. 'Queremos nomear amigos, logo não deixaremos no sereno. Nem um dia. Não está decidido e não queremos expor ninguém', declarou o ministro que assumiu o cargo em maio de 2016, logo após o afastamento da ex-presidente cassada Dilma Rousseff (PT).

Plano de saúde lidera ranking de reclamação do Idec

O DCI registra que os planos de saúde fazem parte do setor que mais recebeu reclamações de consumidores direcionadas ao atendimento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo o levantamento divulgado ontem (12), os contatos relacionados a operadoras de saúde somaram 23,4% do total em 2017. O setor fica no topo do ranking pelo terceiro ano consecutivo, sendo responsável por 28,06% das queixas em 2016 e por 32,7% em 2015. Segundo o Idec, a maior parte das reclamações dos consumidores vem sobre o reajuste abusivo dos planos, especialmente empresariais e coletivos.

Além disso, tem incomodado os usuários as negativas de cobertura e falta de informações sobre os planos. O Idec recebeu em 2017 um total de 3,8 mil chamados com reclamações e dúvidas.

Top 5 prevê alta da taxa Selic para 9% em 2019

O Valor Econômico destaca que, antes mesmo do encerramento do ciclo de alívio monetário, a sustentabilidade dos juros em níveis historicamente baixos já é motivo para discussão. Sinal das incertezas que permeiam o cenário, os economistas que mais acertam as projeções - os chamados Top 5 - no médio prazo projetam uma elevação de juros mais dura que os demais analistas.

Sinal das incertezas que permeiam o cenário, os economistas que mais acertam as projeções - os chamados Top 5 - no médio prazo projetam uma elevação de juros mais dura que os demais analistas. Tudo vai depender do resultado da eleição e da evolução da agenda de reformas, além do esperado processo de normalização da inflação na direção da meta.