Inflação fica em 2,95% em 2017, abaixo do piso da meta


O Estado de S. Paulo - 11/01/2018

A inflação oficial no País pisou no acelerador em dezembro, relata O Estado de S. Paulo, dando fim a uma sequência de meses de boas surpresas, mas a alta de 0,44% foi suficiente para garantir a menor alta anual desde 1998, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com aumento de 2,95%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou abaixo do piso da meta do governo. Isso obrigou o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, a se explicar em carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

“Dez itens responderam por 87% do IPCA de 2017. Esses mesmos itens tinham respondido por 32% do IPCA no ano anterior. Apenas três deles não são itens monitorados (pelo governo)”, disse Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

A alta de 13,53% nos planos de saúde exerceu a maior pressão sobre o orçamento das famílias em 2017, devido aos reajustes concedidos pela Agência Nacional de Saúde (ANS). A segunda maior pressão foi da gasolina, 10,32% mais cara, por causa da nova política de preços da Petrobrás, que repassa às refinarias as oscilações do dólar e das cotações internacionais do petróleo. Pelo mesmo motivo, o gás de botijão subiu 16%.