Associações de proteção veicular: Governo não aceita concorrência desigual

Na visão dela, no caso específico do mercado de seguros, que trabalha com riscos e incertezas, essa igualdade é ainda mais relevante, porque é indispensável haver adequadas regulação e fiscalização, além do provisionamento de reservas para assegurar que os compromissos sejam devidamente cumpridos. “É preciso proteger o consumidor”, observou.
CQCS - 07/12/2017

O Ministério da Fazenda considera importante a concorrência, desde que disponibilize para o consumidor mais produtos com qualidade e menos custos. Mas, essa disputa deve ocorrer em condições iguais, para que não provoque simplesmente uma diferença de preços sem a necessária qualidade. “A concorrência deve ser justa”, afirmou a secretária-Adjunta de Política Microeconômica do Ministério da Fazenda, Priscila Grecov, ao participar, nesta terça-feira (05/12), da terceira audiência pública da Comissão Especial destinada a dar parecer ao PL 3139/2015, de autoria do deputado Lucas Vergilio (SD-GO), que criminaliza a atuação das associações e cooperativas de proteção veicular.Susep-1

Na visão dela, no caso específico do mercado de seguros, que trabalha com riscos e incertezas, essa igualdade é ainda mais relevante, porque é indispensável haver adequadas regulação e fiscalização, além do provisionamento de reservas para assegurar que os compromissos sejam devidamente cumpridos. “É preciso proteger o consumidor”, observou.

Priscila Grecov ressaltou que o mercado legal de seguros ainda tem um espaço enorme para avançar no Brasil, pois a penetração é relativamente baixa, embora estejam ocorrendo progressos. “O Ministério da Fazenda reconhece a importância do seguro, que oferece proteção ao patrimônio e impede a interrupção da renda das pessoas. Com isso, a atividade econômica pode seguir alavancada”, enfatizou, assinalando também que em alguns países, como os EUA, o seguro já traz efeitos melhores que o crédito e tem efeito multiplicar muito melhor, uma vez que “com a mesma quantidade de dinheiro é possível fazer mais seguro que crédito”.