Projeções Broadcast: Varejo restrito de julho deve mostrar de queda de 0,90% à alta de 0,60%

As vendas no varejo restrito (que excluem material de construção e veículos) de julho devem ter uma alta mais modesta, podendo até mesmo cair, após a forte alta observada em junho (1,2%), indicam as estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast. A SulAmérica calcula crescimento de 0,40% no período.
Agência Estado - BROADCAST / SÃO PAULO - 13/09/2017

BROADCAST traz projeções a respeito das vendas no varejo restrito de julho (com exceção de material de construção e veículos), que devem ter uma alta moderada ou cair.


As vendas no varejo restrito (que excluem material de construção e veículos) de julho devem ter uma alta mais modesta, podendo até mesmo cair, após a forte alta observada em junho (1,2%), indicam as estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast. O intervalo de 37 expectativas mostra de queda de 0,90% a avanço de 0,60%, gerando mediana zero. Na comparação com julho do ano passado, não há dúvidas sobre a quarta expansão consecutiva da atividade, como retratam as projeções que vão de 2,10% a 4,00%, com mediana de 3,10%. Em junho, nessa métrica, houve crescimento de 3%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o dado do sétimo mês do ano nesta terça-feira (12), às 9 horas, por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC)
Apesar de o mercado considerar a possibilidade de queda nas vendas em julho na comparação mensal, os economistas explicam que esse recuo é mais um ajuste depois do forte crescimento de junho e não uma inversão de trajetória da atividade. Segundo eles, o varejo já engatou uma recuperação consistente pautada na melhora da renda real, possibilitada pela queda da inflação, na redução dos juros e na estabilização do desemprego. 'Pode ser que tenha um ajuste por causa do menor auxílio do FGTS. Agora a queda de juros deve ser o principal vetor do varejo. Mas [esse desempenho aquém] é mais uma acomodação do dado de junho do que uma tendência', afirma o economista Luiz Castelli, da GO Associados. A menor colaboração dos recursos do FGTS, apesar de ser difícil de mensurar, também pode ter prejudicado um pouco as vendas em julho, último mês de saques das contas inativas. Mas os economistas não apontam esse fator como preponderante para o resultado da PMC. 'Não é um cenário de esgotamento. É claro que o FGTS vai desaparecer, mas há outros mais relevantes, como a redução do desemprego e a queda da taxa Selic', completa o economista João Morais, da Tendências Consultoria Integrada, referindo-se à expectativa de continuidade de recuperação do varejo. A retomada das vendas é ratificada, segundo João Morais, pela projeção no confronto anual, de 3%, conforme seus cálculos. 'Os modelos mostram um desempenho interanual tão bom quanto o mês anterior, mas a base comparativa alta de junho provoca essa devolução na mar.....
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