Para pensar em casa

O produto que se compra para não usar! Mas é bom lembrar que sempre existe a Lei de Murphy...
O Estado de São Paulo - 10/08/2017

Em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo, Antonio Penteado Mendonça propõe uma reflexão sobre o uso do seguro.

'Quem disser que contrata seguro para usar ou é louco, ou é bandido e pretende fraudar a companhia recebendo uma indenização que não é devida. Seguro é um produto que as pessoas compram convencidas de que a melhor forma de lidar com ele é não precisando usar. O ideal é que a apólice fique no fundo da gaveta por todo o período segurado. Que não aconteça nada com você, como não acontece com a maioria dos segurados de uma companhia de seguros.

Esse o dado importante: a imensa maioria dos segurados não sofre qualquer perda ao longo da vigência de sua apólice. É isso que permite que o seguro custe uma fração ínfima do valor do bem segurado e viabiliza sua operação, permitindo que milhões de pessoas se protejam e protejam patrimônios que de outra forma não seriam repostos no caso de uma perda.

Através do seguro, pela soma das participações de todos, a seguradora garante à sociedade um poder de fogo que, individualmente, seus integrantes nunca teriam, mas que, através do mútuo, permite que cada um deles faça frente a eventuais perdas que venha a sofrer.

Ao dividir os custos das perdas de alguns por todos, o seguro atua como multiplicador da capacidade individual, garantindo a cada segurado os recursos que de outra forma lhe custariam caro dispor.'

Fonte: http://economia.estadao.com.br/blogs/antonio-penteado-mendonca/para-pensar-em-casa/