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Cresce a venda de plano médico empresarial

O número de contratos médico-hospitalar atingiu 50,9 milhões de beneficiários em junho e teve alta de 3,7% em 12 meses. A previsão é que o setor atinja 51 milhões de usuários até o final de 2014

DCI - 11 de Setembro de 2014

Por Vivian Ito

Os planos de saúde empresariais puxaram o crescimento do setor de saúde suplementar nos últimos 12 meses. A área cresceu 4,5% no período, já o setor como um todo atingiu 50,9 milhões de beneficiários de junho 2013 a junho de 2014 - alta de 3,7%.

De acordo com dados do relatório do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o tipo de contratação que mais apresentou crescimento foi a coletiva, que atingiu 33,45 milhões de usuários no mês. "O plano de saúde se tornou parte do salário do trabalhador brasileiro", explica o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro.

Segundo ele, o principal motivo é a necessidade das empresas reterem talentos.

Já que com o fenômeno demográfico - população jovem diminuindo no mercado de trabalho - o índice de desemprego caiu e tornou menor as opções de mão de obra qualificada no mercado.

"A utilização do plano como benefício já é muito utilizado, mas o que os dados revelam é que as empresas que já possuíam para alguns trabalhadores passaram a oferecer para todos seus colaboradores", afirma Carneiro.

Ainda segundo o relatório, a taxa de cobertura nacional é de 26,1% e está concentrada no Sudeste, com 39,4% do volume total. Já a região com menor cobertura é o Norte com apenas 11,6%.

Este resultado foi impulsionado pelas regiões metropolitanas que possuem quase a metade dos beneficiários, em junho o volume atingiu 35 milhões de pessoas. Seguido pelas cidades do interior com 29,67 milhões de clientes e as capitais com 21,25 milhões de favorecidos.

De acordo com o estudo, a faixa etária que apresentou maior crescimento foi a de 59 anos ou mais, com alta de 5,1% nos últimos 12 meses.

Odontológico

Ao contrário dos planos médico-hospitalares, o segmento exclusivamente odontológico teve maior crescimento entre os contratos individuais, com crescimento de 19,7% nos últimos 12 meses. Enquanto que os coletivos apresentaram alta de 6,3%.

"O segmento possui tíquete médio abaixo do hospitalar e torna maior o nível de acessibilidade dos brasileiros", analisa o executivo.

Segundo ele, o benefício médico é mais atraente para os funcionários de uma empresa pelo custo-benefício que representa. Já que para reter um talento, as companhias precisam oferecer um complemento do salário que tenha valor superior ao que podem pagar.