Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

Empregos na Distribuição de Seguros no Brasil

Comentários Econômicos - 09/07/2013

Usualmente, quando se quer falar da importância do setor de seguros no Brasil, é costume citar determinados indicadores econômicos - por exemplo, faturamento, reservas, participações no PIB, etc. Entretanto, é relevante também lembrar que, por operar com micros e pequenas empresas, o segmento proporciona um bom volume de empregos.

O caso da distribuição de produtos é um exemplo. Em uma estimativa inicial, podemos fazer as seguintes contas.

  • Segundo o último PECS (Perfil das Empresas Corretoras de Seguros), concluído em 2012 pelo Sincor-SP, para avaliar as empresas nesse Estado (ver http://www.ratingdeseguros.com.br/pdfs/Caderno_PECS_19-07-12.pdf), havia, em média, 4 pessoas trabalhando em uma empresa corretora (incluindo aqui o corretor de seguros). Esse número tende a aumentar uns 10 a 15% quando nos dirigimos para menores centros urbanos (mas, por prudência, vamos manter o valor original).
  • Aproximadamente, existem 27 mil empresas corretoras de seguros e 53 mil corretores pessoas físicas.
  • Assim, evitando dupla contagem (já que os corretores que possuem empresas aparecem nas duas listas), extrapolando os números do Estado de SP para o país, e lembrando que, na maioria dos casos, a empresa corretora só tem um corretor registrado, calculamos:
    Mão de obra = 27 mil x 4 + (53 mil - 27 mil) = 134 mil trabalhadores.

Ou seja, a distribuição de seguros no Brasil gera, no mínimo, 130 mil empregos diretos.

Um aspecto social a ser destacado.

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