Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

Mercado de Seguros nos Estados Unidos em 2012

Comentários Econômicos - 17/06/2013

O "Federal Insurance Office" foi um organismo criado em 2010 pelo Governo Obama, a partir da nova legislação que reformou e aprimorou os controles financeiros daquele país. Subordinado ao Departamento do Tesouro, dentre as suas inúmeras obrigações, o monitoramento da indústria de seguros, com a identificação de lacunas na regulação que poderiam contribuir para outras crises financeiras, a coordenação dos assuntos internacionais de seguros, etc.

Nesse mês de junho, ele divulgou o seu Relatório Anual com os dados desse mercado no ano de 2012.

Ver...

http://pt.scribd.com/doc/147389851/FIO-Annual-Report-2013

Repleto de estatísticas, uma boa referência quando se compara com os dados do Brasil.

Alguns números de 2012.

  • O segmento faturou US$ 1,1 trilhão (US$ 645 bilhões em Vida e Saúde, US$ 460 bilhões em Ramos Elementares), ou 7% do PIB daquele país.
  • Todo o setor tem US$ 7,3 trilhões em ativos.
  • As seguradoras, corretoras e agentes empregam de forma direta, aproximadamente, 4,6 milhões de pessoas.
  • Existiam 3.700 seguradoras naquele país (1.000 de Vida e Saúde; 2.700 no segmento de Ramos Elementares).
  • Nas seguradoras de Vida e Saúde, em termos médios e em valores anualizados, a taxa de rentabilidade das aplicações dos investimentos foi de 4,9%, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (LL/PL) de 12,8% e a relação Ativo/Patrimônio Líquido (A/PL) de 10,9.
  • Nas seguradoras de Ramos Elementares, em termos médios e em valores anualizados, a taxa de rentabilidade das aplicações dos investimentos foi de 3,7%, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido (LL/PL) de 6,5% e a relação Prêmios Retidos/Patrimônio Líquido (PR/PL) de 0,8.
  • Na análise da distribuição, o estudo destaca a venda de produtos por internet. Atualmente, 34% das compras de seguros de automóvel ocorrem por esse meio. Já em termos de seguro de vida, há uma estatística interessante: 48% dos segurados pesquisam na internet e compram de um agente/corretor; 23% pesquisam e compram pela internet; 15% pesquisam pela internet e compram por telefone ou e-mail; 14% não usam a internet para as suas compras.

Abaixo, a receita das maiores corretoras de seguros nos EUA em 2011.

Por fim, no estudo, são avaliadas também as tendências futuras para o segmento:

  • Cenário com baixa taxa de juros
  • Aumento das catástrofes naturais
  • Envelhecimento da população nos EUA
  • Potencial de crescimento do seguro nos países emergentes (tema esse que nos interessa diretamente!).

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