Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

Genética e o Seguro de Vida... 18 de junho de 2017

Comentários Econômicos - 21/06/2017

  

 

 

Prezados Senhores,

 

Para conhecimento e para pensar...

 

O Centro de Pesquisas Geneva Association lançou nesse mês o estudo “Genetics and Life Insurance: A View Into the Microscope of Regulation”, discutindo um tema de importância crescente no seguro e, mais especificamente, no seguro de vida. Ou seja, até que ponto as informações genéticas das pessoas podem ser usadas na taxação desse tipo de produto.

 

Ver...

 

www.genevaassociation.org/sites/default/files/research-topics-document-type/pdf_public//ga2017_globalageing_genetics_and_life_insurance.pdf

 

Sendo um assunto novo e polêmico, ainda não existe uma unanimidade entre os países. Assim, em termos didáticos, a tabela resume as cinco posições mais comuns, especificamente em termos de regulação.

 

 

Posição

Descrição

1

Ainda não existe nenhuma regulação específica sobre tal assunto. Possivelmente, o país ainda não encontrou tempo, necessidade ou suporte para discutir essa legislação. Exemplos: Finlândia e Índia.

2

Em alguns países, em função desse vazio regulatório, já há um código de conduta entre os membros para restringir ou mesmo proibir o uso desse mecanismo. Exemplos: Japão e Grécia.

3

A seguradora não pode pedir para o consumidor fazer um teste genético, e nem pode usar a falta dessa informação para alterar a taxação do seguro. Mas, se no passado, o segurado já fez ou, se no futuro, deseja fazer algum teste, ele poderá voluntariamente ceder essa informação para a seguradora. Exemplo: Austrália.

4

Proibição completa do uso de testes genéticos em seguro para valores abaixo de certos limites. Porém, para importâncias seguradas muito grandes, a seguradora pode solicitar a realização de tal exame. Exemplos: Alemanha, Holanda, Reino Unido.

5

Completa proibição do uso do teste genético por parte do mercado segurador. Uma interpretação desse comportamento é que as sociedades desses países ainda estão esperando para ver o que vai acontecer, não se sentindo confortáveis de como essas informações poderão ser usadas em termos comerciais. E, assim, na dúvida, resolveram proibir tudo. Exemplos: França, Portugal e Canadá.

 

Nos próximos anos, certamente teremos mais novidades, e esse debate irá crescer bastante.

 

Cordialmente,

 

Francisco Galiza

www.ratingdeseguros.com.br

twitter.com/ratingdeseguros

 

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