Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

O que é um veículo conectado?

Comentários Econômicos - 12/01/2015

Abaixo, uma análise recente interessante da consultoria McKinsey sobre a tecnologia de informática aplicada aos veículos - "What's driving the connected car".

http://www.mckinsey.com/Insights/Manufacturing/Whats_driving_the_connected_car

Atualmente, um veículo médio tem a potência de 20 microcomputadores, processando 25 gigabytes de informações por hora. No passado, toda essa tecnologia estava associada a somente otimizar o comportamento interno. Agora, mudou a fase, e a tendência é esses veículos começarem a interagir de forma mais intensa com o resto do mundo, utilizando a internet, surgindo então o "connected car".

Uma estimativa inicial é que todo o segmento envolvido com esses mecanismos de conexão esteja faturando ?170 bilhões em 2020!

Mas não será uma mudança fácil! Quem não terá o receio de ver o seu carro invadido (agora também digitalmente)? Ou seja, no futuro, o termo "invadir um carro" ganhará também outro significado.

Abaixo, gráfico que revela o grau dessa preocupação. Por exemplo, em pesquisa realizada, e tendo um "veículo conectado", 59% dos motoristas brasileiros têm receio que alguém consiga entrar no sistema desses veículos (se for o caso, bloqueando os freios).

Essa é uma realidade que, cedo ou tarde, o mercado de seguros terá que enfrentar.

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