Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

O que quer e pensa o consumidor de seguros?

Comentários Econômicos - 18/12/2014

A Ernst & Young (E&Y) divulgou recentemente o interessante estudo "Reimagining customer relationships - Key findings from the EY Global Consumer Insurance Survey 2014".

Ver abaixo link e capa.

http://www.ey.com/Publication/vwLUAssets/ey-2014-global-customer-insurance-survey/$FILE/ey-global-customer-insurance-survey.pdf

A partir das entrevistas com 24 mil segurados em 50 países, o material faz um retrato do que quer e pensa esse tipo de consumidor.

O texto chega a cinco conclusões principais, conforme quadro explicativo abaixo.

Ou, em outras palavras e mais detalhes:

  • O consumidor muda de seguradora facilmente, sem muito comprometimento. Além disso, infelizmente, o grau de confiança nas seguradoras é menor do que em muitos outros setores (como supermercados ou indústria automobilística). As empresas precisam montar uma estratégia para combater essa situação.
  • O fato de o cliente abandonar uma seguradora não significa que ele não possa voltar a comprar produtos dessa empresa. Essa volatilidade é natural, as companhias precisam aceitar esse fato, ficarem atentas, e sempre tentar de novo em outro momento mais oportuno.
  • Como o segurado tem, usualmente, poucas interações com a seguradora, a empresa precisa aproveitar cada momento para mostrar eficiência, por mais trivial que a situação seja. Todo contato com o cliente é importante e não pode ser desprezado.
  • Os segurados precisam e gostam de comunicações pessoais. A pesquisa mostrou que 57% desses consumidores querem uma comunicação pessoal a cada seis meses. Segundo o trabalho, apenas 47% das empresas seguem essa estratégia.
  • Na era digital, as seguradoras precisam redefinir e aprimorar as suas estratégias de distribuição considerando esse progresso tecnológico. Os clientes esperam isso.

Esse é o último comentário do ano. Feliz 2015!!

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