Economia do Seguro

Francisco Galiza

Francisco Galiza

Mestre em Economia (FGV); membro da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência); autor do livro “Economia e Seguro – Uma Introdução” (3ª edição); coordenador da Revisão do Dicionário da Funenseg, em 2011; professor do MBA-Seguro e Resseguro (FUNENSEG); sócio da empresa Rating de Seguros Consultoria (www.ratingdeseguros.com.br).

O que quer o segurado de auto?

Comentários Econômicos - 12/05/2014

A empresa internacional de consultoria J. D. Power (do grupo McGraw Hill) - especializada em avaliar a satisfação do cliente - divulgou em abril o estudo "2014 U.S. Insurance Shopping Study". Pelo oitavo ano seguido, o trabalho analisa o comportamento do segurado de auto nos EUA, tomando como base as respostas de quase 17 mil consumidores desse produto.

Ver abaixo o release.

http://www.jdpower.com/press-releases/2014-us-insurance-shopping-study

Como ilustração, algumas conclusões:

  • Em média, 30 a 35% dos consumidores mudam de seguradora a cada ano.
  • O mau serviço é o principal fator a explicar esse comportamento, inclusive mais importante do que preço. Ao todo, 13% dos segurados mudam de seguradora por causa de aumento de preço, contra 28% por causa de um serviço não satisfatório.
  • Apesar dessa diferença, preço ainda é um fator bastante relevante. Ao todo, 8 em cada 10 consumidores continuam a selecionar, em uma primeira abordagem, a seguradora pelo menor preço.
  • O segurado tem certa tolerância a um aumento de preço modesto. Entretanto, variações de prêmio acima de US$ 200 fazem com que o consumidor procure três vezes mais uma nova seguradora.
  • Em média, o consumidor consegue um abatimento de preço de US$ 300 ao mudar de seguradora. Essa economia é crescente com o tempo que o consumidor trabalhava com a sua antiga seguradora.
  • Naturalmente, quanto maior o grau de satisfação do cliente (o estudo apresenta um ranking das seguradoras nesse sentido), menor a chance de o segurado procurar outra empresa.

Essas informações são boas referências para o mercado brasileiro.

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