Carlos Guerra

Carlos Guerra
Vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential do Brasil

Visão otimista em relação ao desempenho dos seguros coletivos

Os ramos de seguros coletivos apresentaram, no primeiro trimestre deste ano, crescimento acima do esperado para um cenário mais otimista.
21/05/2018

Qual é a avaliação que o senhor faz do desempenho do mercado de seguro de vida em grupo no primeiro trimestre de 2018? Que fatores foram determinantes para esse desempenho?

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), os ramos de seguros coletivos cresceram 9,8% no primeiro trimestre de 2018, acima da expectativa do mercado para o ano, que é de 8% de aumento no cenário otimista. Um excelente resultado, ultrapassando, inclusive, o seguro auto, que registrou 8,4% de elevação no mesmo período. Além disso, o ramo vida em grupo, que responde por quase 40% do segmento de seguros coletivos, teve um crescimento de 4,5% no primeiro trimestre de 2018, resultado consideravelmente melhor que o observado no primeiro trimestre de 2017, que foi de 1,6%. Em relação aos fatores que ajudaram no resultado positivo dos seguros de vida em grupo no período, podemos citar os aspectos relacionados com o ambiente macroeconômico, que vem, aos poucos, apresentando uma recuperação. Além disso, destacaria o papel do corretor de seguros, com sua incansável atuação na disseminação da importância do seguro de vida em grupo como um dos benefícios fundamentais para os funcionários das empresas contratantes, fazendo com que cada vez mais os brasileiros possam contar com essa importante proteção em suas vidas. 

Quais são os desafios que se apresentam para esse segmento neste momento, considerando aspectos regulatórios, comerciais e econômicos?

A cultura do seguro de vida no Brasil ainda é baixa se comparada aos outros países. Atualmente, a participação de seguros de pessoas no país é de apenas 2,3% do PIB, considerando os produtos VGBL. No Japão, por exemplo, este percentual é de 7,1%, segundo Relatório da Swiss Re. Como uma seguradora especializada em vida, é nosso papel ajudar a sociedade a conhecer os benefícios e vantagens do seguro de vida, seja em grupo ou individual, e esse tem sido o nosso desafio. Além disso, o público-alvo do seguro de vida em grupo é o empresariado brasileiro. Por esse motivo, fatores econômicos estão altamente relacionados ao negócio. Com base no Relatório de Mercado Focus, a expectativa de crescimento do PIB para 2018 foi reduzida em 0,25 p.p. em um mês, passando de 2,76% para 2,51%. Nós olhamos e acompanhamos todos esses fatores, porém a crise econômica no país não reduziu a demanda por seguros de vida individuais - fruto de uma maior consciência do brasileiro. Já para vida em grupo, o mercado acaba sendo impactado por outros fatores, como desemprego.                                                           

Como a empresa tem se estruturado para enfrentar os desafios e ganhar espaços nesse mercado específico?

A Prudential do Brasil Vida em Grupo planeja seguir protegendo cada vez mais vidas, com inovação, produtividade, respeitando os nossos clientes, assim como os segurados, e contando sempre com a parceria dos corretores de seguros, que são os principais agentes desse mercado, responsáveis em levar nossas soluções até as empresas e segurados.

Quais são as expectativas em relação ao desempenho das vendas nesse segmento em 2018? O fato de vivenciarmos um ano de eleições afetará o desempenho? E como se comportará o segmento em relação ao crescimento da economia, o que inclui questões como o nível de emprego e de renda?

Nossas expectativas são positivas em relação à retomada da economia no país, uma vez que olhamos para o futuro do Brasil com a visão de longo prazo. Além disso, a projeção do mercado é otimista para o seguro de pessoas, o que nos deixa ainda mais confiantes.