João Francisco Borges da Costa

João Francisco Borges da Costa
Presidente da Fenseg 

Presidente da Fenseg apresenta os fatores que poderão beneficiar a indústria do seguro em 2018

Entre os fatores que poderão beneficiar a indústria do seguro no próximo ano, Costa destaca o crescimento do setor automotivo e os avanços do Seguro de Transporte de Mercadorias, junto ao crescimento esperado do PIB para 2018.
22/01/2018

Qual é a análise que o senhor faz de 2017 para o setor de seguros? De que forma o setor foi afetado pela crise econômica?

No que diz respeito ao segmento de seguros gerais, o desempenho do mercado segurador em 2017 apresentou uma trajetória de crescimento sustentado. O setor demonstra, mais uma vez, que se mantém sólido e resiliente diante dos problemas econômicos enfrentados pelo país.  A maior carteira dos seguros gerais, Automóvel, retomou o crescimento e fechará o ano com aumento de 7%, um desempenho fortemente influenciado pela retomada da venda de veículos. Segundo dados da Anfavea, o crescimento acumulado no ano do setor automotivo saltou de 3,7% até junho para 7,4% no acumulado entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016. Outro ramo de seguro que apresentou expressivo volume de prêmios foi o Garantia. O crescimento chegou a 50% graças ao desempenho do seguro de Garantia Judicial, além dos seguros Habitacional, Crédito e Rural, que têm demonstrado resultados importantes, atingindo a casa de dois dígitos de expansão.

Quais foram as principais conquistas neste ano?

A FenSeg acredita que o momento é de muita união e compromisso na apresentação de contribuições e propostas do mercado para ajudar a mitigar os efeitos da crise. Em 2017, a Federação se empenhou, no âmbito de suas Comissões Técnicas, no estudo e criação de novos clausulados e no esforço para difusão de novos produtos, sempre levando em conta a transparência e a clareza. Nessa linha, grandes conquistas foram obtidas em 2017: o desenvolvimento do Seguro Auto Popular, que é um avanço e que deverá ser aprimorado com o objetivo de trazer benefícios para a população e para o mercado de seguro como um todo; as recentes discussões em torno das novas regras para o seguro de R.C. Ônibus, que tem por objetivo atrair mais seguradoras para sua comercialização, tornando-o mais competitivo e atraente para os segurados; e, ainda, as novas condições expedidas pela SUSEP para o Seguro D&O (Responsabilidade Civil de Diretores e Administradores), muito promissoras em sua maior abrangência, já que sua contratação poderá beneficiar não somente pessoas jurídicas, mas também pessoas físicas. Outras iniciativas também foram adotadas pela FenSeg, como a criação de cartilhas, que atendem às expectativas do público em geral, pois os textos são esclarecedores e elucidativos, e a instalação da Comissão Estratégica de Seguros Corporativos, que foi criada com os seguintes objetivos: visibilidade mais estratégica nas tratativas com os órgãos competentes, de forma a obter melhor oferta de produtos e serviços aos clientes segurados; ampliação do canal de comunicação entre o mercado segurador, mercado de resseguros e demais atores da indústria de seguros em geral; apoiar e também buscar subsídios junto às comissões técnicas já existentes na FenSeg; fortalecimento da representatividade no âmbito dos assuntos relacionados ao segmento de Seguros Corporativos; tratar dos assuntos que envolvam a estratégia das seguradoras que operam no segmento.

Quais são as perspectivas para 2018, considerando-se um cenário de retomada da economia que se desenha neste final de ano?

As perspectivas são ótimas para 2018. Podemos citar como fatores que poderão beneficiar a indústria do seguro no próximo ano: o crescimento do setor automotivo, que já apresentou recuperação expressiva em 2017 e poderá alavancar as operações no ramo Automóvel; o Seguro de Transporte de Mercadorias, no qual deveremos ter avanços em razão da previsão de crescimento do PIB para 2018; os aportes prometidos pelo Governo Federal para alavancar a construção civil com a retomada de obras de infraestrutura, que deverão melhorar o desempenho dos Seguros de Riscos de Engenharia. E, ainda, o Seguro Garantia, que deverá continuar crescendo com o produto Garantia Judicial.