Dirceu Tiegs

Diretor de Negócios e Clientes da Mapfre Brasil

Os seguros são fruto de alta tecnologia e inovação em produtos e serviços

O diretor de Negócios e Clientes da Mapfre Brasil, Dirceu Tiegs, destaca as diferenças que existem entre os seguros e a proteção veicular oferecida por cooperativas e associações
29/09/2017

O diretor de Negócios e Clientes da Mapfre Brasil, Dirceu Tiegs, destaca as diferenças – todas elas favoráveis ao consumidor - que existem entre os seguros e a proteção veicular oferecida por cooperativas e associações. Os seguros, lembra Tiegs, são fruto de alta tecnologia e inovação em produtos e serviços, desenvolvidos por uma indústria estruturada, que proporciona segurança aos consumidores de que terão a cobertura necessária. “A cadeia da indústria passa por corretores habilitados e qualificados para entender as necessidades do cliente, seguradoras com alta capacidade de investimentos e submetidas a regras internacionais de governança e de solvência, constituindo reservas capazes de garantir o atendimento aos segurados”, destaca ele.

Como o sr. analisa a atuação do cooperativismo em diferentes frentes da indústria seguradora? Quais os riscos que essas cooperativas representam para os consumidores e para o próprio setor segurador?

A indústria do seguro se desenvolveu de forma muito estruturada, com alta tecnologia e inovação em produtos e serviços, que trazem tranquilidade para pessoas, famílias e empresas. A cadeia da indústria passa por corretores habilitados e qualificados para entender as necessidades do cliente, seguradoras com alta capacidade de investimentos e submetidas a regras internacionais de governança e de solvência, constituindo reservas capazes de garantir o atendimento aos segurados. Além disso, são acompanhadas pelo Estado por meio de um órgão regulador que visa garantir que todos estejam preservados, principalmente os interesses do segurado. Ao contratarem um produto não legalizado, os clientes têm como principal risco não serem indenizados, perdendo seus bens e podendo gerar quebra de confiança na instituição seguros. Nem sempre o cliente é consciente de que está adquirindo um produto irregular.


O segmento de seguros vem ampliando a diversidade de produtos e serviços. Qual é a análise que o senhor faz dessa estratégia ou tendência? Quais são os benefícios e desafios que essa diversificação proporcionam?

Especialmente nas últimas duas décadas, no Brasil tivemos o lançamento de muitos produtos e serviços que nos ajudam a democratizar o seguro e a levar proteção para mais e mais cidadãos, além de empresas de todos os setores e portes. Ser um provedor global, nos apresenta muitas oportunidades de negócios e de fidelização do cliente, principalmente por meio da prestação de serviços. Os desafios da diversificação estão na especialização e na tecnologia, que são superados por alta capacidade de investimento e coragem para inovar.


Qual é a análise que o senhor faz do atual momento vivenciado pelo mercado segurador, considerando-se as conjunturas econômica e política? Quais são as suas expectativas para o médio prazo?

 O cenário econômico interrompeu um ciclo longo de crescimento do mercado brasileiro, fazendo com que o mercado se adaptasse a uma nova realidade de curto e médio prazo. Rigor nos gastos, ajustes em produtos e serviços, adequando os mesmos a nova realidade, tem sido uma constante nas empresas e na Mapfre isso não é diferente. Mesmo com projeções de crescimento modesto na economia brasileira em 2018, nós sabemos que temos no Brasil uma das maiores economias do mundo e um mercado ainda com muitas oportunidades. Seguiremos firme em propósito de crescimento e desenvolvimento das atividades de seguro, resseguro, assistência e proteção financeira.