Denise Bueno

Denise Bueno

Jornalista especializada na indústria de seguros brasileira e internacional

8º Encontro de Resseguros

A confiança está na atual equipe econômica e em seu tom de aceleração das reformas estruturais que o País necessita,disse Marcio Coriolano
09/04/2019

Na abertura do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que acontece em 8 e 9 de abril, na Barra da Tijuca, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, disse que apesar de um 2017 difícil e um 2018 que não correspondeu a todas as expectativas de retomada da economia brasileira, a confiança está na atual equipe econômica e em seu tom de aceleração das reformas estruturais que o País necessita, como as privatizações, a redução do tamanho do estado e a reforma do marco legal previdenciário, além das medidas microeconômicas para melhorar o ambiente de negócios, informa o portal da CNseg. Referindo-se, particularmente ao setor de seguros, também impactado pelo desaceleração da economia, embora menos que outros segmentos, Coriolano considerou positivo o ligeiro crescimento da arrecadação em 2018, que chegou à cifra de R$460 bilhões, lembrando que não é mais possível medir o desempenho do setor em termos médios, visto que alguns ramos apresentaram crescimento expressivo mesmo na crise, como os seguros patrimoniais massificados, de transporte, de crédito e garantias e o seguro rural, por exemplo. Sintetizando o comportamento do setor, o presidente da CNseg destacou, nas seguradoras, o forte ajuste de eficiência operacional das regras de aceitação de riscos, a revisão tarifária observada, o elevado padrão de governança, o redirecionamento de linhas de negócios e a adoção acelerada de processos de inovação de toda ordem. E lembrou das 22 Propostas do Setor de Seguros para 2019 a 2022, elaboradas pela CNseg e voltadas para o desenvolvimento do País e do setor de seguros, já tendo sido apresentadas a vários integrantes da equipe econômica do governo. Coriolano afirmou que o setor segurador está preparado para mais um novo ciclo de desenvolvimento do País, já tendo sido colocada à prova, nos últimos anos, sem arranhões, sua solvência e governança, tendo ultrapassado a barreira do R$ 1,2 trilhão em provisões e garantias. Em sua fala, o presidente da FenSeg, Antonio Trindade, abordou o impressionante desenvolvimento do mercado de resseguros ocorrido após a privatização do IRB, lembrando, da mesma forma, os espaços a serem ocupados, principalmente nas áreas agrícola e de infraestrutura. O presidente da Fenaber, Paulo Pereira, destacou algumas conquistas recentes do setor de resseguros, como a obtenção de assento no Conselho de Recursos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a reversão do entendimento da Receita Federal sobre impostos das resseguradoras admitidas, declarando confiança no novo governo. Lembrando da importância do setor de Saúde Suplementar, do ponto de vista social, e de seu dinamismo econômico, o diretor-presidente substituto da ANS, Leandro Fonseca, afirmou que um dos maiores desafios do setor é o do financiamento dos serviços de saúde frente à escalada de preços que ocorre no Brasil e no mundo e, segundo Leandro, o resseguro pode contribuir, ao trazer soluções de compartilhamento de risco. O presidente da Abecor, Roberto Azevedo, destacou a aproximação da atual diretoria da associação de empresas de corretagem de seguro com a CNseg, a Escola Nacional de Seguros e outras entidades. Também presente à mesa, o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, aproveitou sua fala para ressaltar a pujança do setor de resseguros privado brasileiro, apesar de sua abertura ter ocorrido em tempos relativamente recentes, também lembrando que ainda há muitos espaços a serem ocupados e que a Escola Nacional de Seguros está pronta para colaborar na qualificação de seus profissionais.