Denise Bueno
Denise Bueno

Jornalista especializada na indústria de seguros brasileira e internacional

Ação do IRB se recupera

Depois de rumores de venda da fatia da BB Seguros 08 de Março de 2019
As ações do IRB Brasil Re registraram queda no pregão de ontem após o jornal Valor Econômico publicar reportagem de que o Banco do Brasil estuda vender sua participação no ressegurador. O controle do IRB é formado pela BB Seguros Participações, Bradesco Seguros, a União, o Itaú e o Fundo de Investimentos em Participações Barcelona. Depois de fechar em R$ 89,36 no dia 6, os papéis se desvalorizaram no pregão do dia 7, fechando o dia contado a R$ 84,02. Na manhã desta sexta-feira, até as 10h, a ação se recuperava, cotada a R$ 86,49. A notícia do Valor foi desmentida em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como destacou a Agência Estado. Em resposta a ofício da CVM questionando teor da reportagem publicada pelo jornal, a Brasil Seguridade diz que “não foi tomada qualquer decisão por parte dos órgãos de administração da holding sobre a venda de participação acionária no capital do IRB Brasil-RE” e que o acionista controlador (Banco do Brasil) lhe respondeu que não há qualquer deliberação de orientar a BB Seguridade nesse sentido. O IRB também publicou posicionamento nesta quinta após o fechamento do mercado, de que não foi informado sobre a intenção do seu acionista BB Seguros em se desfazer total ou parcialmente das ações por ele detidas, conforme reportagem do Valor. De acordo com a notícia veiculada pelo Valor na quinta-feira, levando em conta o fechamento das ações do IRB na sessão de quarta, a fatia do BB equivale a R$ 4,21 bilhões. Dos 15,2% detidos pelo banco, 13,5% estão vinculadas ao acordo de acionistas. Assim, a BB Seguros tem direito de preferência na compra das ações que são da União. No caso dos papéis da BB Seguros, a ordem de preferência é da União, seguida do FIP Barcelona. Ainda segundo o Valor, a expectativa é que o BB leve de nove meses a um ano para concluir a operação, uma vez que depende de autorização do Tribunal de Contas da União e da Superintendência de Seguros Privados. No caso do Fgeduc, toda o processo levou cerca de 56 dias.