Um Evento de Sucesso


Antonio Penteado Mendonça - 24/09/2007

Mantendo a tradição, a quarta edição da Conseguro foi um sucesso. De público e de resultados. Mesmo tendo acontecido há uma semana, no Rio de Janeiro, num hotel da Barra, já é possível apontar pelo menos uma parte do que deu certo. E não é pouco, na medida que foi lá que o novo superintendente da SUSEP foi consagrado pelas forças do mercado e pelos diferentes partidos políticos que se fizeram representar no evento, através de um senador, vários deputado federais e estaduais, além de secretários de Estado de diferentes unidades da Federação. E só isso já justificaria o evento porque nunca, na história do seguro brasileiro, um superintendente da SUSEP assumiu o cargo indicado pelo Governo e com apoio explícito da maior bancada da oposição.

Como se não bastasse, a fala do Sr. Armando Vergílio, a primeira feita na sua condição de novo superintendente, foi extremamente feliz, indicando, no que depender dele e da SUSEP, um futuro otimista para a atividade. Batendo forte na tecla do respeito ao consumidor, o superintendente deixou claro que pretende manter as políticas de consolidação das regras de solvência já em curso e que darão para o mercado brasileiro regras no mesmo padrão de exigências das constantes nas disposições do Basiléia 2.

Vale dizer, com as novas regras implantadas as seguradoras em operação no país passarão a oferecer aos seus clientes as garantias necessárias para seus riscos, confirmadas e asseguradas pelas regras mais rígidas em vigor no mundo.

Ninguém discute que estas medidas são polêmicas e que poderiam até ser implantadas com prazos mais longos e de forma mais branda. Mas não é este o tema do artigo. Então aqui cabe apenas ressaltar um compromisso importante publicamente assumido pelo superintendente da SUSEP.

Outro ponto a ser destacado na sua fala foi a declaração de que ele se vê no cargo,  textualmente, como “um agente do Estado” e não como um corretor de seguros indicado para superintendente da SUSEP.

Ponto da maior relevância, esta colocação tranqüiliza o setor, na medida em que, como corretor de seguros que é e como ex-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros, o Sr. Armando Vergílio, caso não tivesse uma percepção clara da importância da sua missão, dentro de um momento excepcionalmente delicado para a atividade, poderia confundir as coisas, com resultados ruins para todos.

Mas tão importante quanto as palavras do novo superintendente foi o alto nível das palestras e painéis. Todos os temas foram abordados por especialistas preparados e com foco estritamente profissional, mostrando o amadurecimento da atividade e colocando-a num novo patamar, mais sintonizado com suas responsabilidades empresariais e sociais e com os anseios da população.

Não é mais o tempo dos produtos desenvolvidos nos gabinetes, em cima de conclusões pouco técnicas ou sem embasamento estatístico. Se na prática a maioria das apólices já tem uma forte dose de empirismo, decorrente da experiência das companhias seguradoras ao longo dos últimos anos, a Conseguro serviu de marco para definir esta nova realidade, que com certeza desaguará, graças à abertura do resseguro, numa nova série de apólices e produtos mais bem dimensionados para os riscos e capacidade de pagamento da sociedade brasileira.

Estas são as percepções imediatas. Com certeza, além delas, o tempo trará uma série de contribuições positivas decorrentes do evento. As seguradoras e os corretores de seguros já estão estudando os relatórios da Conseguro. Agora é questão de um pouco de tempo para várias idéias se transformarem em projetos e ações.