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  Seminários
   
8º Seminário Ética e Transparência na Atividade Seguradora
O evento se renova para cumprir sua missão
21 de agosto de 2009 - Novotel Jaraguá São Paulo
Coordenação do evento: Antonio Penteado Mendonça
Duração: das 8:30h às 13:00h.

O Evento superou as espectativas

O resultado do oitavo seminário de “Ética e Transparência na Atividade Seguradora” ultrapassou as expectativas da organização.

O primeiro ponto a destacar foram as palavras do Secretário da Justiça e da Cidadania do Estado de São Paulo. De forma concisa, o Dr. Luiz Antonio Marrey fez um desenho positivo do setor, mostrando com números o progresso das relações de consumo envolvendo seguros, com foco, principalmente, no aumento mais que expressivo da solução dos conflitos levados aos órgãos de defesa do consumidor estaduais.

De acordo com ele, os seguros de automóveis, onde se concentram as reclamações, alcançaram, em 2009, um índice de solução de problemas de mais de 87%. Ou seja, não há como dizer que uma atividade com este desempenho não seja ética ou que não cumpre com suas obrigações.

Nesta linha, aliás, de se notar o início da palestra do diretor do PROCON, segundo o qual, o total das reclamações envolvendo seguros representa algo entre 4 ou 5% do total das reclamações levadas ao órgão. Ou seja, o número não é expressivo, dentro do rol de reclamações administrado anualmente pelo PROCON de São Paulo.

O primeiro painel do seminário contou com a participação de representantes dos parceiros mais diretos das seguradoras, a saber, corretores de seguros, grandes compradores de seguros e resseguradores.

Cada um deles mostrou claramente como cada relação se materializa e os pontos mais importantes de cada uma delas.
Flávio Bosisio, presidente do comitê de ética do Sindicato dos Corretores de São Paulo, foi incisivo na necessidade de canais claros de comunicação entre os players, principalmente para marginalizar as más práticas adotadas por uma minoria de corretores e seguradores.

Andrés Holownia, presidente da Associação Brasileira de Gerentes de Riscos, mostrou o funcionamento da contratação dos seguros para grandes empresas, enquanto Ivan Passos, presidente da Hannover Re, explicou como funciona o resseguro dentro de um mercado livre.

No segundo painel, além do diretor do PROCON, falaram o Dr. José Luis Bednarski, Promotor de Justiça do Consumidor de Jacareí, e o Dr. Murilo Chaim, diretor da Superintendência de Seguros Privados.

As três palestras foram convergentes nas posições das autoridades vinculadas com o setor e mostraram a importância de três aspectos para o sucesso do negócio: a oferta do produto, a escolha dos parceiros comerciais e a solução de conflitos.

Cada um deles colocou os principais tópicos que, em sua visão, devem ser trabalhados, e o dado interessante é que nenhuma das visões foi pessimista ou comportou crítica negativa em relação ao setor ou sua forma de atuação.

Finalmente, o último painel foi uma palestra do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, na qual ele colocou de maneira precisa os requisitos constitucionais e infraconstitucionais indispensáveis para a consecução do negócio do seguro.

Com forte enfoque na ética e na boa fé bilateral indispensável à materialização eficiente do contrato, em toda sua abrangência e importância social, a palestra de S. Exa. coroou a manhã, enriquecida com o contraponto feito pelo Desembargador José Renato Nalini, a respeito de princípios éticos e solução dos conflitos do setor.

Por tudo isso, é possível dizer que o seminário foi além dos resultados esperados, trazendo contribuições reais para o futuro da atividade.

Antonio Penteado Mendonça

 


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