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  Sala de imprensa: Colunistas
   
Antonio Penteado Mendonça
Academia Paulista de Letras, advogado, sócio de Penteado Mendonça Advocacia, professor da FIA-FEA/USP e do PEC da Fundação Getúlio Vargas.
O setor no primeiro semestre
Desde o começo do ano a atividade seguradora brasileira apresenta movimentos fortes indicando seu aquecimento em todas as áreas, o que vai em direção ao momento econômico por que atravessa o país.
Nem poderia ser diferente, já que a atividade seguradora é uma atividade de apoio, ou seja, ela se desenvolve diretamente vinculada aos demais setores da sociedade.
O dado mais impressionante, antes de tudo porque é inédito, é a velocidade com que as resseguradoras eventuais, logo após a diminuição do percentual de cessão obrigatória dos resseguros de 60 para 40% ocuparam espaço no mercado brasileiro. De janeiro para cá elas trabalham em ritmo acelerado, agressivo e eficiente, o que força as resseguradoras locais e admitidas a reverem suas políticas para o país, sob risco de perderem participação muito rapidamente.
De outro lado, a consolidação dos grupos seguradores ligados aos grandes conglomerados financeiros começa a definir o novo cenário para a atividade. Entre os fatos novos está a quase certeza da transferência das ações que a União detém no IRB para o Banco do Brasil, tornando os três maiores bancos nacionais os acionistas controladores do maior ressegurador local em operação no Brasil.
Ainda não é possível sentir qual o impacto das modificações por que passou o mercado na distribuição dos seguros. Como as mudanças ainda são recentes, não houve tempo para que novos procedimentos fossem implantados, alterando a atual hegemonia dos corretores de seguros ou as parcerias e formas de atuação destes profissionais.
Quanto ao faturamento, o crescimento não só é inegável, como vem se dando em patamares acima dos alcançados nos últimos anos.
Todos os tipos de negócio estão no azul e mais que no azul, como na atividade seguradora a companhia recebe na frente para pagar depois, os lucros para 2010 devem ser expressivos, uma vez que neste momento o faturamento já cresceu, enquanto os sinistros ainda irão crescer, paulatinamente, ao longo dos próximos 12 meses.
Como não poderia deixar de ser, a carteira de automóveis se destaca. Com a indústria produzindo a pelo vapor e com as linhas de financiamento de longo prazo a disposição, camadas da população que até pouco tempo atrás não sonhavam com um carro zero quilômetros estão adquirindo veículos novos, e com eles contratando seguros, impostos pelos contratos de financiamento. 
Mas o bom desempenho não é exclusivo dela. Os planos de saúde privados atravessam um momento importante, com a recuperação da massa segurada expulsa pela crise, e pela ampliação da base de clientes entre os novos participantes do mercado de trabalho e da economia formal.
O mesmo se verifica com os planos de previdência privada. Estes produtos se consolidaram como os melhores programas de investimento de longo prazo a disposição da sociedade. Com a retomada do crescimento nacional estão recebendo altas contribuições dos participantes antigos, além de atraírem novos investidores.
Mas não é tudo. No horizonte próximo é possível ver a materialização das grandes obras e projetos em desenvolvimento no país.
Pré-sal, energia, comunicações, estradas, ferrovias, portos, vão adquirindo vida e obrigando a contratação de novos seguros para proteger desde os próprios projetos, até as responsabilidades as mais variadas deles decorrentes.
Neste cenário, otimismo é a palavra da vez. Quem tiver competência tem tudo para crescer, ocupar espaço e ganhar muito dinheiro.
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